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Vidinha

Eu não vou me esquecer do seu aniversário, afinal, eu sei que você sempre gostou de aniversários. Também não vou me esquecer de quando me contou um pouco da sua vida, ainda deitado na cama, me olhando como se nos conhecêssemos há tempos. Eu sabia que eu te conhecia de outros tempos, mas não tenho certeza de que você também.

Também não vou me esquecer daquele texto, esse mesmo, que você escreveu no seu Facebook após a gente não se falar mais. Se foi para mim, aquilo tudo que você disse, eu não sei, mas gosto pensar que sim. Também não esqueço da textura do seu cabelo bagunçado, que eu adorava passar a mão e você não entendia muito bem o que eu fazia, porque não tínhamos intimidade o suficiente. E das mãos entrelaçadas pelas ruas de São Paulo, que eu também não entendia muito bem o que você fazia, porque não tínhamos intimidade o suficiente.

O nosso encontro foi breve, rapaz. E eu tenho saudades.

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O ano começou numa sexta-feira e eu estava na praia. Não fiz muita coisa dia 01, porque eu já ia voltar para São Paulo, e eu ainda não estou acostumada a pegar a estrada, então, estava numa ansiedade de começo de carta. Mas foi tudo bem. Acho mais tranquilo subir a serra do que descer. Odeio ter a sensação de estar com o pé no freio constantemente. Talvez seja falta de hábito. Preciso ir mais à praia.

Não tenho grandes planos para esse ano. Só quero mais tranquilidade e paz. Paz de espírito e amor. Coisas que eu venho tentando ter ao longo desses anos. Eu quero também ser uma pessoa melhor pro mundo. Não é fácil, nem um pouco fácil quando se tem ascendente em áries (risos). Sinto que fico irritada com poucas e pequenas coisas e acabo descontando a minha raiva (ou frustração) naqueles que nada têm a ver com o assunto. Quero melhorar muito nesse aspecto.

Espero que eu consiga ler alguns livros esse ano, já que o ano passado foi um total fracasso. Não que eu me sinta mal por isso, não farei de uma coisa boa, obrigação. Se eu quero ler, quero estar focada naquilo, e isso não tem acontecido. Minha concentração está mínima. Acabei criando com algumas amigas um clubinho do livro para ver se a gente se ajuda esse ano, haha. O objetivo é ler 01 livro a cada 02 meses, e temos os temas. De janeiro é biografia, e eu quero ver se consigo terminar de ler a biografia de Caio Fernando Abreu que eu tenho aqui desde 2012 (acho).

Assistir mais filmes também. Ano passado voltei a frequentar o cinema, mas poxa vida, custa muito caro essa vida de ser intelectual. Não dá para ficar gastando 30 reais num ingresso todo fim de semana. Desculpa, gente, mas ainda vou ser adepta dos torrents e popcorn time. Quero ver se consigo assistir aos filmes dos boxes que eu tenho aqui: Woody Allen e Audrey Hepburn. Se eu conseguir, conto aqui depois.

Também estou com uma ideia de fazer uma newsletter quinzenal. Para quê? NEM EU SEI, MAS DEU VONTADE. Talvez um projetinho de fotografia? Dicas? Comida? Não sei ainda, porque não quero deixar o blog, então, preciso pensar num assunto para essas newsletter. Quando eu tiver a ideia certinha, deixo aqui para quem quiser assinar! ;)

Viajar também está nos planos, mas eu preciso me organizar direito, até para deixar as coisas bem certinhas na fábrica. Não é fácil. Não tenho férias desde Janeiro 2014 (!). Have a break, have a kit kat.

Talvez eu entre na academia para treinar e quem sabe começar a correr. Talvez.

E agora a coisa mais ousada e perigosa que eu quero para esse ano é: me apaixonar. Mas pra valer, sabe? De ser recíproco e etc. Faz tempo desde a última vez que isso aconteceu. Tá mais do que na hora de pôr esse coração brega para funcionar de novo, cêis não acham? Torçam por mim! :)

Oi, 2016!Image-1

…quem se soltar, da vida irá gostar, e a vida vai gostar de volta em dobro

Todo mundo reclamando nas redes sociais de como 2015 foi um ano ruim. Olhando uma geralzona, 2015, pra mim, não foi ruim não.

Lógico que teve momentos péssimos, mas quero falar das coisas boas.

2015 foi o ano das selfies e de como eu me senti bem comigo mesma como há tempos não sentia. Foi o ano de uma tatuagem nova. Um ano de muitos bichos na minha vida. 2015 foi o ano de fazer as pazes com o coração. De deixar ir embora MESMO tudo aquilo que me fazia mal. 2015 foi o ano de gostar do meu cabelo, do meu sorriso, das minhas loucuras. 2015 foi um ano de beijos bons. Abraços e carinhos gostosos. Foi um ano que eu voltei a ver novela, a gostar de Justin Bieber e Ludmilla. 2015 foi um ano “quem diria”. Foi o ano das sangrias, de amizades novas, de manter as antigas, de sair com as amigas. Foi o ano de me apaixonar. De Tiago Iorc. De coincidências. De algumas noites e madrugadas. De poucas mensagens, mas de muitas conversas imaginárias. De signos e mapa astral. (E, analisando nossos mapas, eu diria: vamo continuá se beijano)

2015 foi ano da melhor amiga viver a sua aventura. 2015 foi um ano de saudade, mas também de alegria por saber que ela vive a melhor época de sua vida.

2015 foi ano do feminismo, de entender melhor, de me aprofundar mais no assunto, de responder com “sim” à pergunta “você é feminista, né Ná?”.

2015 foi um ano bom. Obrigada!

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Não que alguém se importe, mas queria falar um pouco sobre o porquê que eu não tenho mais usado o Snapchat. Caso você ainda não tenha percebido, eu deixei de usar essa rede social há algum tempo, uns 2 meses mais ou menos. Mas, vou começar pelo começo.

Quando o Snapchat surgiu, eu nem liguei muito, porque “ai meu deus, mais uma rede social para ser ignorada pelo crush”, hehe, mentira, mas era o sentimento de “ai meu deus, mais uma rede social”. Então eu demorei muito para baixar e, quando comecei a usar o que eu temia aconteceu: fiquei viciada. Tudo o que eu fazia eu tinha que postar no Snapchat, as minhas opiniões (nada embasadas), os meus bichos, os meus pratos de comida e etc. Com qual intuito mesmo? Nenhum. Apenas porque eu estava viciada. Passava cerca de 20~30 minutos olhando o que os meus amigos postavam, e não acho que seja uma perda de tempo, mas eu estava deixando outras coisas de lado para poder olhar o Snapchat, por exemplo, os blogs. Não estava sabendo lidar de forma alguma.

Percebi também o quão nostálgica eu sou. Gosto de olhar o que aconteceu na minha vida, lembrar de como eu era, saber o que tinha acontecido em tal época e, com o Snapchat, isso não é possível, não é mesmo? Muitas vezes eu salvava as fotos dos meus bichos, minhas selfies (sdds filtros), e alguns vídeos que eu fazia, então, qual o sentido?! Larguei. Me senti melhor, mais feliz e independente? Não. Mas percebi que eu não sou dessas que querem que as coisas durem apenas 24 horas. :)

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Hoje foi um dia nostálgico na internet brasileira. No caso, na minha internet. Não lembro como, me deparei com um print que eu tenho da minha página inicial do Orkut e, aproveitando a ocasião de #ThrowBackThursday, levei pro Facebook a imagem, porque me auto zuar é meu passatempo favorito! Na minha descrição, eu dizia que se a pessoa quisesse ver mais fotos, para ir no fotolog, que devia estar em um link clicável algumas informações abaixo da descrição. Não vou deixar o link aqui, porque tá fácil de procurar e, se vocês quiserem me deixar orgulhosa, é só stalkear!

Daí que tem essa notícia falando que muitos brasileiros querem que o Fotolog tire o servidor do ar, porque eles não conseguem acessar suas contas para apagar todas as fotos (constrangedoras). Tem um caso do rapaz que é, realmente, bem ruim, mas no geral, a galera só tá incomodada com aquela foto tosca e a legenda cafona.

Gente, deixem o fotolog em paz, plmdds. É a única rede que eu tenho para lembrar da Natália de 10/11 anos atrás, quando eu vestia meia arrastão, cinto de rebites, usava colar de bolinhas e laço de cetim no cabelinho curto com franjinha. Muitas vezes eu me esqueço dessa garota, e quando eu lembro é de lá que eu tiro a maioria das lembranças. O fotolog foi incrível na minha adolescência, e eu não quero me desapegar. Tem o colégio, tem a viagem de Floripa, tem ex namorados, tem amigos, tem um monte de coisa que me deixa, realmente, feliz.

Eu sou uma pessoa nostálgica e tirar o servidor com todas as fotos, legendas e comentários, vai ser como quebrar meu coração mais um pouquinho, e isso o Google já fez questão de fazer ao tirar o reader da minha vida.

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Mas no fundo o que vc queria era ser o parzinho do moço que apareceu, há essa esperança de que as coisas se normalizem e ele veja que vocês têm coisas em comum e podem ser felizes juntos.

Alguém uma vez me disse que eu era muito romântica. Diante dessa afirmação eu só pensei que meu coração não ficou peludo como eu pensava que estava. De fato, eu continuo romântica e continuo acreditando no amor. Se eu não acreditar, quem é que vai?

Eu achava que a gente se apaixonava pra valer 1x na vida apenas. Eu era romântica a esse ponto. Mas percebi que estava totalmente errada. Fiquei iludida nesse pensamento por muito tempo, é verdade, mas não é bem assim que funciona. Continuo romântica, continuo querendo ser o parzinho de alguém, principalmente, se esse alguém me traz uma confortável sensação de ser feliz.

Percebi que faz tempo que eu não posto nada aqui, justamente, porque talvez eu não saiba exatamente o que esteja acontecendo. Eu não bloguei sobre você e não sei se eu ainda vou blogar, mas não quero deixar em branco esses dias de sentimentos intensos que faz tempo que eu não sentia. “Se quiser ir vai, mas seja racional”, e uma coisa que eu não sei é ser racional. Já tentei uma vez na minha vida tentar ser racional e não me envolver, mas obviamente não deu certo. E está dando certo novamente? Claro que não. É certo que eu queria ser o seu parzinho, ouvir as suas músicas, suas ideias, rir das suas piadas, e é excitante ver a sua empolgação com as coisas! Temos as nossas diferenças, mas hoje, o que me cativa mais são as diferenças do que a coisas que podemos ter em comum.

Não foi você que bagunçou as coisas aqui dentro, mas eu que não sei lidar!

Vivemos tempos de loucos amores, só é feliz quem sabe o que quer! ;)

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Eu tenho esse colar cujo pingente é um olho grego. É uma bijuteria comprada pela minha mãe na perfumaria, mas de alguma forma, me apeguei a ele. O valor é bem mais sentimental e simbólico do que de dinheiro, tanto que ele tá todo zuadinho, mas eu não gosto de ficar um dia sem. Hoje, ao pegar a Enriqueta para levar no veterinário, ela, com toda a sua estripulia na hora de pôr a coleira, acabou quebrando o colar. Na hora eu só respirei fundo e o coloquei no bolso. Naquele momento eu pensei que algo podia dar errado, que muita coisa podia desandar na minha vida daquele instante em diante. Tantas vezes que eu coloco a coleira na Enriqueta e justo hoje ela consegue me quebrar o colar.

A semana está sendo de nervos a flor da pele. Algumas mudanças estão por vir, e exames e resultados para fazer, entre mãe e bichos. Meu coração tá apertadinho e angustiado, e com o colar quebrado eu só pensava que o pior está por vir. Coisa besta, eu sei.

Deixei a Enriqueta no veterinário para arrancar uma verruguinha que nasceu no peitinho dela. As notícias podem não ser muito boas e saí aos prantos (mesmo sem certeza do que pode ser) porque, infelizmente, eu cresci condicionada a sempre pensar no pior. Estou tentando mudar esse tipo de atitude, porque não é nem um pouco saudável e eu sei que só atrai coisa ruim mesmo.

Cheguei no escritório e fiz o que tinha que fazer. Já um pouco mais calma, peguei o colar e tentei consertar. 1, 2, 3 vezes sem sucesso. Até que magicamente consegui colocar pelo buraquinho minúsculo a argola para fechar, e apertei o máximo que consegui. Pronto! Novo em folha para ser usado. Uma esperança!

Na hora do almoço liguei pro veterinário e a cirurgia da Enriqueta ocorreu tudo bem, e ele acha que não vai ser nada de ruim. Agora à noite, minha mãe recebe a ligação do resultado de alguns exames e está tudo ok, conforme tem que ser, faltam alguns outros para certeza, mas tenho fé e certeza que tudo, tudo vai melhorar.