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Dashboard

Eu conheci Dashboard com 15 anos quando um amigo meu, que eu conhecia só pela internet, mandou para mim uma versão de Swiss Army Romance em que ele tocava e cantava. Acho que foi a primeira vez que eu ouvi a sua voz, e serei sincera, não era uma das melhores, haha. Mas a música era linda, e se tornou a minha preferida da banda.

Dashboard Confessional é uma banda emocore, que fala de corações partidos e decepções amorosas. Não sei se vocês sabem, mas eu sou uma expert no combo coração partido + decepção amorosa. Eu poderia ter dedicado algumas músicas da banda para algumas pessoas, mas o mais incrível é que: não o fiz. Deixei Dashboard só para mim, sem ligar o nome de alguém a alguma música e, dessa forma, a banda se tornou só minha e de mais ninguém. Músicas foram estragadas? Não do Dashboard.

Acho que eu nunca imaginava que um dia, o Chris Carrabba viria tocar aqui em São Paulo, eu achava até que a banda não existia mais, mas eles têm algumas músicas novas. Estava com receio de não conhecer nenhuma música, mas o setlist estava cheio de coisa antiguinha também. Não faltou nenhuma das minhas preferidas.

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O show foi lindo demais. Um acústico de um cara só. Durante o show eu senti falta de uma bateriazinha, mas depois que ele tirou a camisa, tudo mudou, hahaha. Chris Carrabba tem uma presença de palo que é incrível, contagia e faz as músicas se tornarem sentimentos reais.

Esse sábado foi um dia feliz. E era eu e Chris Carrabba cantando a plenos pulmões “We’re not twenty one, but the sooner we are, the sooner the fun will begin”. Os 21 já vieram, e a diversão sempre está para começar.

P.s. Fotos feitas com a La Sardina + flash e o filme foi o Superia Xtra 400.

Daí que já se passaram mais de 2 meses da minha viagem e eu não disse sobre o show do Foo Fighters na Argentina, e esses dias eu tava lembrando de como foi:

O show foi numa quarta-feira, (quem diria que eu iria num show numa quarta-feira, heh), e o dia estava lindo, mas a previsão dizia que iria chover à noite. Não botei muita fé, porque tava calor, tava sol, tava azul. Naquele dia não fizemos muita coisa, porque queríamos guardar energia para o show. Saímos do hostel umas 16h, e chegamos no Estádio do River Plate umas 17h, o show começava às 19 (se eu lembro bem). Quando chegamos, tínhamos que pegar uma fila para podermos pegar o ingresso, e o medo de dar errado? E o medo de não encontrarem o nome da Lari? E o medo, miagente?! Mas deu tudo certo! Pegamos nossos ingressos e fomos subindo, subindo, subindo as escadas do estádio rumo a arquibancada alta.

Sentamos num lugar legal. Dava para ver o palco, só não dava para ficar pulando porque eu tinha medo de sair carregada pelo vento hehe. Estava um pôr do sol incrível, e estávamos perto do Aeroparque, então vivia passando avião por lá.

Assim que anoiteceu, começou o show do Arctic Monkeys e eu me arrependi tremendamente de não ter ficado na pista, lá com a galera pulando, até porque, no show deles começou a chuva que havia previsto. Choveu pra cacete praticamente o show inteiro, quase não deu para aproveitar rmuito, porque além da chuva batia um vento danado. Compramos umas capas de chuva meia boca, mas que deu para segurar um pouco a chuva do lado de fora da minha roupa. Hahaha

Quando Foo Fighters começou a chuva tinha acabado, tinha ido embora e não voltou para nos atrapalhar. Foi lindo! Estávamos lá no alto gritando a plenos pulmões com o Dave Grohl.

Saí do estádio do River ainda não acreditando que eu estava em outro país, e que tinha acabado de ver o show do Foo Fighters E Arctic Monkeys. Mas, para cair na realidade, a avenida Figueroa Alcorta estava completamente alagada por causa da chuva, e totalmente parada. Pisava em poças d’água gigantes e a única coisa que eu pensava era “vou pegar leptospirose em Buenos Aires” hahaha. Tínamos em mente em pegar um táxi de lá para voltar pro hostel, visto que já eram quase meia noite, mas sem chances. A galera que saía do estádio tinha parado o trânsito completamente, e o que eu achei mais genial (ou não, não sei), é que todos os motoristas tinham parado os carros e deixavam aquele bando de loucos passarem por eles numa boa. Não houve confusão, muito menos buzinas enlouquecidas. Fomos para perto do metrô, uma boa caminhada, 6 quadras, e tentamos pegar táxi de lá, só conseguimos chegar no hostel à 1h mais ou menos, molhados, cansados, destruídos, mas só de lembrar me dá vontade de passar por tudo isso novamente!

Digamos que aconteceu umas 3 vezes isso comigo:

  1. Arcade Fire (Tim Festival 2005)
  2. Kings of Leon (Tim Festival 2005)
  3. Queens of the Stone Age (SWU 2010)

Não preciso dizer muita coisa sobre essas bandas, afinal, todos conhecem e muitos já tiveram a oportunidade de ver os shows. Apaixonei-me por eles após ter visto o show, o que é um saco, porque né, não temos aquela expectativa de fã, nem a energia pra pular e cantar as músicas, enfim. Mas acho a melhor maneira para conhecer as bandas que não pela internet somente.

Sábado passado tive a oportunidade de ir no evento Halls XS Xtra que aconteceu na Chácara do Jockey (temida chácara!) para assistir ao show do The Temper Trap. Fui sem saber do que se tratava, na verdade. Recebi o convite de um amigo, e por que não? Vamocágalere!

Que show, meu amigo, que show! Depois de umas duas cervejinhas aí, me soltei e estava lá no meio da galera pulando junto a cada batida no “tambor” que Dougy Mandagi mandava. The Temper Trap é uma banda de rock alternativo australiana, formada em 2005, e que eu percebi ter uma influência de Radiohead em suas canções e composições, heh, precisa dizer mais? Amor puro! A voz aguda e um pouco metálica do vocal, Dougy Mandagi, dá todo um charme para a banda que cativa na primeira música. O show foi fantástico, com uma presença incrível de todos os membros da banda e uma energia que nem os mais chatos dos chatos conseguiria ficar parado. Definitivamente entrará para a listinha top 5 de shows. Sem contar que, CLARO, tô com crush no baterista Toby Dundas. :)

Ah. eles estão na soundtrack de 500 days with summer também. Procurae, que cê acha! ;)

Ouçam aí uma das músicas que eu mais gostei, seus lindos! :*

*dançandinho*

Sim senhores, eu com toda a frescura nipônica que me é concedia, fui ao SWU! Sabe como é, aquela muvuca de gente, banheiros químicos, frio do caramba, barro, terra, mas no fim, resultou em um dos melhores shows da minha vida!

Itu fica a uns bons quilômetros de São Paulo (googla aí que tô com preguiça), chegamos lá na Fazenda Maeda às 18h mais ou menos. Como estávamos em 5, pagamos 50 reais pelo estacionamento (sustentabilidade començando aí). Para ser sincera, eu gostei dessa iniciativa para que o carro fosse lotado, com os 5 passageiros, acho que foi a única coisa de “sustentável” a ser praticada por lá.

Estacionamos o carro e tivemos que andar um bom pedaço até chegar ao evento. Uns 20 minutos, eu diria. Meio tenso para voltar à noite, mas tudo bem. Chegando lá, não demoramos nem 10 minutos para passar pela revista e tal. Eu tava com câmera, celular, batom no bolso da jaqueta, e ninguém pediu pra ver, NÉ? Enfim…

Entramos! AE! Fomos comprar fichas para pegar cerveja/refrigerante/comida. Gastei tudo, não dava para recuperar o dinheiro depois, então, pra quê guardar? hahaha

melhor companhia!

Eu vi o pessoal reclamando do preço da cerveja. R$ 6,00 uma heineken, preço de balada, não sei por que de tanto #mimimi. E além do mais, preço “alto” na cerveja pro pessoal não exagerar, não é mesmo? Tá certo!

Gostei bastante do esquema de palcos. Ficava um do lado do outro, e assim que acabava uma banda a outra praticamente logo em seguida começava. Não foi como o Tim Festival: 1 palco, 4 bandas, demora de mais de uma hora entre uma banda e outra começar. aff. péssimo. E por ter sido numa fazenda o próprio relevo ajudou para quem ficou longe do palco, porque fazia um morrinho e dava para ver o palco um pouquinho.

vista panorâmica dos dois palcos

Começamos com um bate cabeça ali dos bacanas. Brinquei de bate cabeça com a Pati e aí meu cabelo já era. Depois teve show do Incubus e o som tava péssimo. Não sei o que houve. Em seguida, Queens of the Stone Age, não conhecia muita coisa dos caras, mas putaquepariu meu amigo, que show, que show! Muito bom mesmo!  O que eu detesto nesse lance de shows é que neguinho acha que é balada e fica passeando por entre a gente, daí né, paramos de fazer qualquer coisa para dar passagem pro(s) infeliz(es), mas aprendi uma tática sensacional: assim que você ver que alguém quer passar entre você e seus amigos, vocês começam a pular e dançar frenéticamente que a pessoa logo desiste. SIM, DÁ MUITO CERTO! Hahaha

Depois de QOTSA foi Pixies. Nessa “troca de palco” foi tenso, porque estávamos no meio de um palco pro outro, e aí o pessoal começou a sair loucamente. Me senti na Sé 18h. E nessa muvuca, meu cachecol foi embora! Conseguimos ficar mais sossegados e Pixies começou, foi muito bom também, mas eu estava morrendo de fome e fui comer alguma coisa. E nossa, como estava cansada. Quadris e pernas não estavam muito bem. hahaha

Depois de Pixies teve Linkin Park e voltei à adolescência, mas estava extremamente cansada e morrendo de frio e fiquei sentada quase o show todo. Cantei In The End e Numb ali, sentadinha, tentando proteger minhas orelhas do frio porque né, tinha perdido meu cachecol. :(

Depois de Linkin Park começou a tocar DJ Tiesto e eu não sei por que raios acho as músicas dele fim de balada. Não que sejam ruim, mas ah, eu não sei explicar. Aí fomos descansar um pouco numa das tendas que tinha lá, e fomos embora assim que show do Tiesto acabou. E, ah, sim para todo e qualquer lugar que fôssemos tinha neguim puxado um fumo. Muito cheiro de maconha em qualquer lugar que íamos. Fiquei loucona por tabela. Imagina o quanto de droga que rolou por lá. Se maconha que você sente o cheiro tava uma coisa absurda, imagina as outras drogas? NÉ. Enfim.

Sinceramente foi um puta dum festival. Muito bom sim. Não aconteceu nada de ruim com a gente, e foi tudo super tranquilo. Preços absurdos? Pode ser, mas Brasil é isso aí e sempre foi, quando vai mudar, não sabemos. Sustentabilidade? A hipocrisia mandou um beijo. Mas no fim, valeu a pena sim. Vi 4 bandas fodas, uma experiência única e muita história pra contar.

Ninguém me tira a sensação de estar ali, no meio da multidão pulando junto com a galera com o QOTSA. Melhor sensação de todos os tempos! Precisava muito disso e saí de lá com a alma lavada. 3º melhor show da minha vida, mas isso fica para outro post.

melhor sensação de todos os tempos