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Pana

Ontem eu entreguei a minha caixa com os meus projetos. Farei um post no Lomogracinha falando sobre as aulas do 2º ano da Panamericana (aqui eu falei um pouco de como foi o 1º ano).

Foram 2 anos, os quais eu acho que aprendi muito. Ontem, meu professor me disse que falta um pouco de conceito nas minhas fotos, que no meu último projeto eu consegui trazer um conceito bom, mas os outros 2 ficaram mais plásticos do que conceitual. Concordo. O “Somos Instantes” tem um conceito forte e eu tenho ideias para mais fotos e aperfeiçoamento do trabalho, mas entrei em crise nos últimos tempos e não conseguia seguir com o projeto. Foi um sufoco. Mas eu gosto muito dele e quis colocar assim mesmo. O “Não Lugares Urbanos” se refere mesmo mais a plasticidade do olhar, à cidade, e as paisagens que se formam por entre os prédios, um tanto quanto claustrofóbico demais, mas eu gosto também e queria fazer algo que envolvesse São Paulo. E o último o “Off” tem muito mais a ver comigo, e com o momento que passei para fazer essas fotos. São fotos feitas na chácara do meu pai, com uma sensação de abandono e tristeza. É o trabalho que eu mais gosto (e foi o trabalho que mais gastei dinheiro, haha).

Depois da entrega de ontem, eu lembrei do começo do curso e o que eu queria aprender com ele. Lembro de ter marcado naquelas enquetes que a escola faz que eu queria ter um maior aprimoramento da técnica, entender melhor como funciona as câmeras e coisas assim. Meu professor me disse que eu sei muito bem as técnicas, que podem me pedir para fazer alguma coisa e eu vou conseguir sem maiores preocupações. Ainda tenho um certo limite com luz de estúdio, mas depois dos últimos trabalhos curriculares, acredito que aprendi muito. E aprimorar a técnica era o que eu queria, a parte conceitual, e os porquês, serão consequência. Entendo fotografia como arte, e parte do fotógrafo, entendo fotografia como minha.

Tenho em mente em seguir com esses autorais que entreguei. Talvez o “Off” esteja finalizado, porque foi uma fase da minha vida esse ano. Ele tem esse peso. Os outros dois são para seguir e criar. Penso também em começar outros projetos, em perder a vergonha e fotografar estranhos na rua (adoro muito isso!), um dos meus autorais seria algo assim, mas a falta de tempo (olha a ironia com o “Somos Instantes”), e a crise não me deixaram seguir adiante.

Eu senti que finalizei uma parte da vida, e que começarei outra. Não sei se consigo dizer com propriedade que eu sou fotógrafa, apesar do certificado (da mesma forma que eu digo que sou publicitária), embora eu me sinta mais fotógrafa que publicitária. Mas acho que uma paixão que começou há uns 10 anos, só tende a crescer cada vez mais, e isso é algo que ninguém vai conseguir tirar de mim.

Obrigada aos mestres por esses dois anos. Obrigada a todos que me ajudaram e me incentivaram. Espero que através das fotos, eu consiga deixar no mundo um pouquinho de mim. ♥

P.s.: Agora posso desligar meu macbook sem me preocupar em encerrar o photoshop, haha!

Eu já falei dos autorais alguns posts atrás, e acho que estou mais tranquila em relação a isso agora. As ideias vieram em momentos que eu estava fotografando, e eu gosto muito dessas ideias. Claro que ainda tenho que fazer mais e mais e mais, clicar sempre é o recomendado. Tenho um plano traçado e espero que tudo saia como o planejado, senão, mifuuuu!

Sobre Duas Rodas*

Alguns planos tiveram que ser abortados, se rolar de fazer um autoral com Lomo, ótimo! Até porque, queria ter algo que representasse todo esse ano nos meus Projetos Autorais, e como eu podia deixar de fora algo relacionado ao Lomogracinha, né? Mãs, eu contava com o laboratório aqui perto de casa, onde a revelação + digitalização saía R$ 10,00 e ficava pronto em 1 semana, no máximo. Ok, se a máquina de revelação não tivesse quebrado há 3 semanas, e meu filme da La Sardina não tivesse demorado tanto para ser revelado. Não posso lidar com essa inconstância agora, por isso que  bolei um outro projeto para fazer parte dos meus autorais oficiais.

Não Lugares Urbanos

Eu estava com a ideia de fazer auto retratos, mas precisava de alguém que manjasse muito bem de maquiagem, e tivesse disponibilidade de tempo. Infelizmente essa é outra coisa que eu não vou poder contar, até porque não quero atrapalhar quem também tem projetos para se preocupar. Já tenho o “Somos Instantes” que demanda de mais carinho e cuidado. Esse é um Projeto que está dando um trabalhão e, provavelmente, um dos que eu não irei parar. Os outros dois são mais tranquilos e corriqueiros. É só point and shoot, um tipo de trabalho que eu também gosto bastante.

Somos Instantes

Meu professor não recomenda que eu coloque as fotos antes que os Projetos tenham terminados. Eu até concordo, mas preciso de algo para ilustrar o post, não? haha

*Ainda não me decidi sobre o título desse autoral.

Ontem levei cerca de 1h e 30 minutos para chegar até a Panamericana. Segunda-feira levei cerca de 40 minutos. Ontem eu quase que não paguei o ônibus que sobe a Angélica porque o cobrador não tinha troco para os meus R$ 4,00, mas entraram algumas pessoas depois e ele conseguiu o R$ 1,00 de troco. Sei lá, ainda bem, não gosto dessas coisas de “não-pagar”. Se bem que né…

Daí que o ônibus passa sempre em frente pela Praça Buenos Aires e o horário que é entre umas 19:30 ~ 20h já está escuro e eu acho aquela região um pouco mal iluminada, mas sempre tem algumas pessoas que estão por lá com seus shorts de corrida, correndo pelo quarteirão da Praça, porque né, aquela hora ela já está fechada.

Desço no próximo ponto. Eu demoro mais esperando o ônibus perto do metrô Marechal Deodoro do que o trajeto para chegar até a escola. Queria poder ir a pé, mas não acho muito seguro passear por aquela região à noite.

Nossa sala fica no sub3. O professor chama de calabouço, o que de fato parece ser. Me lembra um pouco a Cásper, porque o sub3 é bem pequeno, estreito, com 2 estúdios e não há janelas. Só há janelas na sala, mas vivem fechadas com cortinas. Outro dia tivemos aula numa das salas do 2º andar. É bem diferente, é mais legal. O legal de lá também são as escadas por fora e a lanchonete que fica no 4º andar. Lá é aberto, bem aberto,  e muito gostoso de ficar durante a noite. Tem uns prédios residenciais ao redor, e é interessante dar uma de “Janela Indiscreta” por alguns minutos. Outro dia, eu e minha irmã ficamos observando um cara brincando com o seu cachorro dentro do apartamento dele.  O cachorro pulava e corria até a cozinha e voltava pra sala. Um cachorro branco, porte médio, rabudo! HAHA…bem lindo.

Ontem começamos aprender sobre iluminação. Já tivemos 4 aulas e ainda não peguei na câmera. Iluminação é uma coisa bem bacana, mas ainda me sinto muito travada, talvez porque eu não conheça muito (ainda), mas está sendo bem legal. Já temos um exercício para fazer: usar uma única fonte de luz para fazer uma foto de um cabeção de gesso. Entretanto, com a iluminação e enquadramento nós temos que passar a sensação de ou cheio, vazio, leveza, peso e equilíbrio. Tô aqui, pensando com meus botões como fazer, usando somente uma única fonte de luz (tocha) e os apetrechos como rebatedor, espelho, etc…

Tô gostando,  viu.