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Músicas

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Quilmes Rock – Buenos Aires, Argentina – Abril/2012

Acredito que AM seja aquela banda que ou se ama ou se odeia, e eu devo estar enchendo o saco de muita gente nas redes sociais com esse crush aos 25 anos pelo Alex Turner, hahaha.

Mas acontece que eu tô ouvindo o último CD deles non stop. Acordo e coloco para tocar, ouço no trabalho, chego em casa e fico feito uma alucicrazy procurando vídeos novos deles no youtube. Sério. Está uma coisa de louco como eu mesma nunca tinha vivido antes.

Daí que me peguei pensando que eu acho que AM é uma das minhas bandas favoritas, se não a favorita. Pelo simples fato de eu acompanhá-los desde o primeiro CD. Acompanho com gosto desde 2006, e o Whatever people say I am, that’s what I’m not me acompanhava todo dia na saga faculdade-casa. Lembro também de que na época usávamos MSN, e sempre deixávamos a mostra as músicas que ouvíamos. Lembro de uma vez que me disseram que eu era cool, porque eu ouvia Arctic Monkeys, hahaha, mas eu também ouvia Nx Zero, então não sei.

Não sei como foi que eu os conheci, mas naquela época eu pesquisava bastante sobre música, então acabava conhecendo muita coisa por mim mesma. É, essa época ficou para trás, porque hoje, eu sou uma negação no mundo musical.

Aí eles fizeram sucesso com Fluorescent Adolescent e eu achei bem bom, porque sou dessas que fica feliz quando uma banda faz sucesso (vide Nx Zero, haha). E vieram para o finado Tim Festival em 2007. Lembro muito bem desse festival porque foi quando eu peguei uma birra enorme de The Killers. Aff. O show do Arctic Monkeys durou cerca de 40 minutos apenas, mas foi o melhor show do festival, e olha que tivemos Bjork, hahahaha!

O terceiro CD eu não gosto muito e, pra ser sincera, nem sei quais as músicas que o compõe. Nessa época brigamos feio. Porém, nada como o tempo, e superamos essa crise. Aí vem o Alex Turner e lança um projeto solo. Lindo e apaixonante, apenas.

Depois me surgem com Suck it and See, e fizemos as pazes. Reckless Seranade é uma das minhas preferidas.

Por fim, vieram com AM e “Do I Wanna Know?”. Meu Lastfm está ridículo de tão patético. Estou até ouvindo algumas outras músicas para não ficar coisa de fã babaca, hahaha.

Às vezes eu fico pensando se eles são tudo isso mesmo que eu penso que eles são. Mas é só ouvir o Alex cantando para mim e tudo desaparece. A voz inconfundível e esse jeito meio torto, meio tímido, meio bêbado, me cativou desde quando o seu cabelo era ridículo e ele apenas um franguinho.

Os meninos cresceram, e eu tô amando muito.

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Dashboard

Eu conheci Dashboard com 15 anos quando um amigo meu, que eu conhecia só pela internet, mandou para mim uma versão de Swiss Army Romance em que ele tocava e cantava. Acho que foi a primeira vez que eu ouvi a sua voz, e serei sincera, não era uma das melhores, haha. Mas a música era linda, e se tornou a minha preferida da banda.

Dashboard Confessional é uma banda emocore, que fala de corações partidos e decepções amorosas. Não sei se vocês sabem, mas eu sou uma expert no combo coração partido + decepção amorosa. Eu poderia ter dedicado algumas músicas da banda para algumas pessoas, mas o mais incrível é que: não o fiz. Deixei Dashboard só para mim, sem ligar o nome de alguém a alguma música e, dessa forma, a banda se tornou só minha e de mais ninguém. Músicas foram estragadas? Não do Dashboard.

Acho que eu nunca imaginava que um dia, o Chris Carrabba viria tocar aqui em São Paulo, eu achava até que a banda não existia mais, mas eles têm algumas músicas novas. Estava com receio de não conhecer nenhuma música, mas o setlist estava cheio de coisa antiguinha também. Não faltou nenhuma das minhas preferidas.

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O show foi lindo demais. Um acústico de um cara só. Durante o show eu senti falta de uma bateriazinha, mas depois que ele tirou a camisa, tudo mudou, hahaha. Chris Carrabba tem uma presença de palo que é incrível, contagia e faz as músicas se tornarem sentimentos reais.

Esse sábado foi um dia feliz. E era eu e Chris Carrabba cantando a plenos pulmões “We’re not twenty one, but the sooner we are, the sooner the fun will begin”. Os 21 já vieram, e a diversão sempre está para começar.

P.s. Fotos feitas com a La Sardina + flash e o filme foi o Superia Xtra 400.

Conheci a Cat Power lá pelos idos de 2003, quando a Lari postou no status do MSN “eu tenho o cd da Cat Power e você nã-ão!”, isso é tão típico dela, querer jogar na cara dos outros as coisas legais que ela tem, hahaha! :P

Mas foi esse status que me fez ir atrás da Cat Power, afinal, todas as dicas musicais que a Lari passa são bacanas, e lá fui eu procurar no meu soulseek, ou seria kazaa? Não lembro. Baixei “You’re Free”, e esse disco por muitas vezes foi a minha trilha sonora enquanto faxinava a casa nas sextas-feiras (ah, que saudade! NOT). Desde, então, fui a louca do kazaa ou seria soulseek? Não lembro. E baixei todos os cds anteriores dela. Por favor, não contem para o FBI. Estabelecia ali uma relação de amor, paixão e ternura com a linda Chan Marshall.

Por incrível que pareça, eu não fui aos shows quando ela veio para São Paulo, e olha que ela já fez até show de graça na Virada Cultural Paulista. Não lembro os motivos pelos quais não fui, mas bem, estamos aqui esperando um show novamente!

Chan Marshall tem todo esse ar de, como disse @legpotatolover, xarope. Hahaha, mas ela é incrível. Sua voz é deliciosamente doce, e eu consigo ouvir por horas e horas e horas. Ela aparece na trilha sonora do filme Juno com Sea of Love, ô música linda. :’)

Demorei para baixar o novo cd dela, Sun, e que caralhos, que puta som incrível! O cd inteiro é muito bom, e Cherokee ainda martela constantemente na minha cabeça!

Porém, nenhuma música conseguiu tirar o posto de “I don’t blame you” como minha favorita e explico-lhes: “I don’t blame you” foi feita para o Kurt Cobain. Isso já me bastou. E a música é linda, a letra é linda e minha parte favorita é:

Just because they knew your name,
Doesn’t mean they know from where you came
Bem, tô aqui, esperando uma segunda chance  para vê-la ao vivo e que, com certeza, dessa vez, não irei desperdiçar!

Tá rolando no facebook umas mensagens constrangedoras por parte dos meus amigos bordas.

Nossos gostos musicais desde os anos 2000 foram postos à tona, e olha, meu amigo, ainda bem que a gente cresce, aprende, descobre e temos o bom senso um pouco mais apurado.

Eu nunca tive vergonha do que eu gostava quando era pequena. Nunca também era apresentada a outras coisas a não ser aquilo que se passava na televisão. Em casa não rolava muita música e, se rolava, era no máximo um Roupa Nova, Roberto Carlos, Jovem Guarda, alguns sertanejos bem de raiz, etc, então meu gosto musical era sempre muito direcionado para os hits da época na televisão. De Sandy Jr à É o Tchan, mas passando por Spice Girls, Backstreet Boys, Mariah Carey e por aí…

Mas a gente cresce e depois de passar tanto cerol na mão (OPA), a gente começa a chorar com músicas do tipo “I’ll go wherever you will go” e  sonhar com o príncipe encantado, ou então com o óbvio sk8ter boy. E, por falar em Avril Lavigne, entramos também no quesito estilo. AH, O ESTILO. Definimos em apenas uma palavra: emoposer, porque né, rolou toda aquele frisson de franjinhas, cabelos curtos, sainhas, rebites, xadrez, munhequeiras, meia arrastão, fitinha no cabelo, madrats, all star e tal. Entramos no colegial e era assim, do 1º ao 3º ano, quiçá até no 1º ano da faculdade. Nós, meninas, ainda não conhecíamos o poder da pinça e da cera quente, AH, A INGENUIDADE. E começaram as bandinhas “de garagem” como Dance of Days, KiLLi, Nx Zero, Cueio Limão, ForFun, Fresno, The Donnas, DominatrixDashboard Confessional, The Used, Funeral for a Friend, e as clássicas bandinhas da escola e dos amigos, como o Dipirona, meu irmão! Os shows no Hangar, os festivais que não duraram muito, e toda aquela galerinha descolada que hoje a gente sabe muito bem quem são e negam essas “raízes” até a morte.

E, como todos cresce, podemos dizer que nosso gosto musical mudou, que toleramos um pouco mais as coisas, que respeitamos os gostos alheios. Claro que é totalmente diferente de uma geração para outra, vide os anos 80/90 e adolescência dos meus irmãos. De New Kids on the Block, Menudos, Legião Urbana, Kid Abelha e etc (sinto inveja dessa época). Mas confesso que todas essas bandinhas que fizeram parte dos meus 15 anos conseguiram moldar todo um estilo pra mim. Das tardes na Galeria do Rock regada à suco da Rainha do Paissandu,  às noites  de cerveja na Augusta.

Deram-me um cd (sim, cd) e eu nem tinha reparado que era presente. Achei que era assim, só para ouvir e depois devolver, mas não, foi presente. Há quanto tempo não se dá de presente um cd? Coisa mais nostálgica e antiga e a melhor coisa do mundo essa. Ganhei um cd. Não foi uma mixtape, nem um cd de mp3, foi um cd de um cantor brasileiro, com direito a capa (maravilhosa) e tudo mais. Eu voltei ouvindo o cd inteiro, tô indo ouvindo o cd inteiro. É tão bom que não dá vontade de parar.