arquivo

Celinices

Faz muito tempo que não aparece um diálogo com a minha mãe aqui, né? Mas o de ontem, meus senhores, não tem como NÃO postar. Eu ri demais, de doer a barriga, de não conseguir respirar, de chorar, de só de lembrar me faz rir de novo! HAHAHAHA ai ai…

Bom, foi o seguinte. Instalei nesse final de semana o novo Home Theater e pelo qual estou apaixonada. Daí passamos o final de semana assistindo a séries e filmes. Ontem, acabamos de assistir a um episódio de Sherlock, meu pai foi dormir, e eu fui colocar um filme para a gente ver, e falei para minha mãe:

– Vou pôr um filme para a gente assistir. Acho que a senhora vai gostar de A Pele que Habito!

– Qual?

– A Pele que Habito

– Atrás do Fiapito?!

– … ?????? HAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

– Qual filme, Natália?

(e eu não conseguia falar)

– A AJKFHADHFAKLJD PELE JAHDAHSDDADKJA QUE AKHDASAJSD HABITO!!

– A Kelly que Habito?!??!?!?!?!?!

– AAAAAAAAAFNCIAADJÇLSJFDLAÇSDJASJDÇASKDSBFJGHDJF A PELE AJHDAKSJDKAJD QUE DAJKSLHDKLASJDADJ HABITO!!!

– A Pele Quiabito???!?1?1?1?1!?

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHAAHHA QUIABITO!

 

Choro, lágrimas e dor de barriga. Ai, ai, como é bom rir assim.

Anúncios

Agora pouco estava contando sobre o sonho que tive essa noite, que era – mais uma vez – sobre o fim do mundo. Eu estava, com a minha família, na casa da praia de alguém, mas não era uma praia comum. Era como se todos os prédios estivessem ilhados, mas isso era uma coisa normal – e linda, devo acrescentar. Mas, de repente o tempo começou a mudar e  ondas gigantes começaram a se formar. Acabo de contar essa história, minha mãe diz:

– Olha o Suriname aí!

– …

– Tsunami, mãe!

#ai #essa #dona #celina #viu

Dias – assim – no plural.

Eu sempre tentei ser uma boa filha. Nunca houve queixa de mim na escola, nem na faculdade. Não ia mal nas provas, não fazia bagunça, tampouco falava com estranhos. Eu sempre fui uma criança introvertida, poucas palavras, mas muita brincadeira. Na maioria das vezes eu sempre brincava sozinha, até porque, quando juntava alguém, virava briga. Eu aprendi a cozinhar, a limpar a casa, a lavar (mais ou menos) as roupas, a passar as roupas, a fazer os afazeres domésticos (mesmo reclamando) e acordar num final de semana às 9h, porque senão, perderia o dia todo. Quando criança, meus 4 anos, minha mãe perguntava pra mim se um dia eu a deixaria, e minha resposta sempre pronta na língua: “nunca!”. Hoje, já não cumpro tanto essa “promessa”. Às vezes deixo ela numa sexta, ou sábado à noite sozinha. Às vezes (raras as vezes), a deixo uma semana sozinha, mas eu sempre tento me fazer presente e tenho essa vontade de morar sozinha. Trabalho e ainda moro com ela. Eu a vejo os 7 dias da semana, praticamente as 24 horas do dia.

Minha mãe já enxugou muito minhas lágrimas, sempre esteve do meu lado. Me faz lanche quando tenho preguiça de fazer algo para comer, se preocupa, me aninha quando preciso. Eu também já fiz a minha mãe chorar – ela chora por tudo – mas mesmo assim, não gosto dessa sensação.

Ela sabe que eu escrevo no blog esses diálogos, e não acha ruim. Eu sei que ainda terei muitos e muitos e muitos diálogos divertidos com D. Celina, e eu sei que ela ainda vai me chamar muito de estranha, esquisita e doida. Talvez não haja elogios melhores para mim do que esses.

Dona Cê, essa é a minha forma de dizer que a senhora é a melhor mãe do mundo! Posso ser esquisita nos meus pensamentos, falar as besteiras que eu penso, te deixar doidinha com as minhas decisões, mas nada no mundo substitui a senhora, o meu amor, o nosso amor. Te amo muito, aos montões e pra sempre. Espero que não só hoje, mas todos os dias sejam felizes! <3