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birthdaygirl

Toda vez que eu faço aniversário, tenho a mania de escrever sobre aquela idade que estou fazendo (se quiser ver os outros posts, é só clicar na tag aqui ao lado birthdaygirl). Esse ano, acabei não escrevendo nada, porque estava passando por uma fase um pouco esquisita. Fui deixando para depois, e depois, e depois, e nunca aconteceu. Pois bem, o texto, era para ter saído dia 23, que seriam os exatos seis meses depois, mas, novamente, não sabia o que escrever. Porém, aqui estamos, com essa pauta em aberto e algo a dizer.

28 anos. Lógico que é fácil acreditar que eu já tenha essa idade, porém, continua difícil me acostumar que estou mais perto dos 30 do que dos 20. Quando mais nova, pensava que aos 28 minha vida seria completamente diferente do que ela é hoje. E o que ela é hoje? Ainda acredito que eu tenha 15 anos e muita coisa não tenha mudado. Mas sabe? Muita coisa mudou sim! Chega ser um pouco difícil perceber isso. Talvez porque eu tenha essa ideia fixa de que nada muda, mas eu tenho que começar a olhar macroscopicamente do que somente o meu minúsculo mundinho.

Posso não estar casada, nem ter filhos e muito menos a intenção de formar uma família. Mas eu tenho uma coisa que eu sempre quis ter conquistado: a minha independência. O fato de ainda morar com os meus pais, não implica que eu não me sinta independente, muito pelo contrário. Eu tenho a total liberdade de ser quem eu sou, de pensar o que eu penso, e de seguir a minha vontade sem grandes implicâncias. Leio muitos relatos de meninas que não podem pensar o contrário dos pais, que se sentem manipuladas e num eterno conflito com a família, só por pensar diferente.

Na verdade, o fato de eu pensar um pouco fora da curva, faz com que eu traga certas discussões para dentro da casa. Acredito também que faz com que a minha família pense mais além do que somente a gente. Eu tenho essa liberdade de ser quem eu quiser ser, e isso é a melhor coisa que a gente pode ter.

Ter feito 28 anos não fez com que muita coisa externamente mudasse. Mas, de certa forma, eu me sinto um pouco diferente do que era antes. Gosto de dizer que a idade está chegando (e ela não está?), mas acho que estou fazendo um bom proveito dela! :)

Ps.: Pelo menos, estou fazendo as pazes com o meu cabelo!

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Já faz mais de 1 mês que eu completei 27, e algumas semanas que eu estou com uma amidalite que não sara, mas também não dói. E é muito estranho eu não fazer mais parte dos vinte e pouquinhos e estar quase nos trinta e muitos. A faculdade já terminou há tempos, a escola esse ano faz 1 década do ~terceirão~, e eu estou com mais cabelos brancos do que gostaria. Além dos cabelos brancos, eu tô com miopia e astigmatismo. Pra quem se orgulhava da visão 100% perfeita de quando era criança, é um desespero ver que os graus só estão aumentando.

Comer batata frita já não é tão empolgante como antes, porque eu só fico imaginando aquelas gorduras depois localizadas nos meus culotes e joelhos, fazendo com que calças jeans não entrem ou fiquem horrivelmente agarradas. Academia não faz parte da rotina, mas existe a culpa sem fim por não fazer o meu corpo se exercitar. Troco qualquer balada por uma noite em casa, com filmes, vinho ou aquela cerveja com canela e frutas vermelhas.

Tenho tomado alguns sucos detox quando eu lembro, e tô tentando fazer da salada uma refeição diária e noturna. Por mais que muitas coisas tenham mudado com o tempo, eu ainda não consigo me sentir como uma adulta. Aquela adulta que eu via em minha irmã quando ela tinha essa idade. Eu ainda me sinto com 15 anos, mas sem a parte das férias e poder ficar jogando The Sims a tarde inteira. Mas tô aqui, com 27, quase 30. Lidando com RH da empresa, contas a pagar e coisas que eu nem sei direito o que são. Eu só sei que esse ano não pode continuar como foram os outros, porque senão, eu vou surtar, já que o que vejo são os anos passando e eu aqui, ainda aqui.

Mas como disse alguém no twitter eu só quero a minha casinha com varanda, um emprego legal, o amor, três cabeludinhos, muitos peludinhos e árvore pros passarinhos. No momento, eu só tenho muitos peludinhos, e espero que um dia, ainda consiga ter tudo isso. <3

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E chegou o momento que me via morando sozinha, em um apartamento de janela grande no Centro de São Paulo. Solteira (porém namorando). Workaholic numa agência grande de publicidade, e cheia de festas para frequentar. Com amigos em casa o tempo inteiro, e essa vida de gente cool.

Aos 16 anos eu tive que responder “Como é que você se vê daqui a 10 anos” e, basicamente, essa foi a minha resposta.

E não, nada disso acontece, e não vejo a possibilidade de acontecer (tão cedo). Com certeza, não estou levando a vida que eu queria aos 16, mas as minhas escolhas têm me mostrado que eu estou indo para o caminho certo, e sendo mais autêntica a mim, do que a esse padrão criado pela sociedade.
Às vezes, bate a crise, me sinto loser, e essas coisas, mas quem não se sente, não é mesmo? Ninguém é 100% perfeito o tempo inteiro e etc.

Eu tenho feito as minhas conquistas, sejam elas diárias, sejam ao longo prazo. Podem não ser grandes, mas são o suficiente para mim. Achava que eu era madura aos 24, mas até que os 26 têm se mostrados diferentes, e eu tô gostando disso.

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Eu nunca tive problemas em ficar mais velha, mas eu também nunca quis que o tempo passasse rápido para eu ter 18 anos, por exemplo. Os 25 vieram com um peso maior, maior até que os 21! Estou sentindo as mudanças, principalmente, corporais. Calças e shorts que não me servem mais, blusinhas que ficam apertadas, sisos arrancados, grau de astigmatismo mais alto e uma leve miopia. É a idade chegando, haha.

Não sei o que esperar dessa idade, honestamente. E acho que é melhor assim, não é mesmo? Apenas sei que tenho que ser mais responsável, e madura para certas coisas, mas nada me impede de querer que minha mãe faça meu lanche, de vez em quando, né? haha

Sei lá, eu tinha uma visão totalmente diferente da minha vida quando eu estivesse com essa idade, talvez por sonhar muito alto e querer abraçar o mundo com esses braços pequenos, mas estamos aí. É lógico que eu caí em mim e percebi que abraçar o mundo, vai ser impossível, mas talvez alguns tapinhas nas costas eu consiga.

A gente nunca sabe se está pronta para certas coisas, até que essas coisas batam na porta. Se eu estava pronta para os 25? Eu acho que não, mas não posso parar o mundo e esperar que ele se ajeite a mim. A roda não pára de girar, e amanhã o sol se põe novamente. Então, nada de amolecer nessa cadeira e deixar que tudo passe diante de mim. Se tem uma resolução que eu quero para esse ano (e essa idade), essa resolução é: fazer as coisas acontecerem. Porque ficar mais um tempo se lamentando e deixando a vida passar, não dá. Aí sim, eu acho que aprendo como se deve viver! ;)

Foto: Larissa CoutinhoFoto: Larissa Coutinho

Passei para os 15 anos sem sentir diferença alguma. Com os 18 a mesma coisa. Os 21 não foram diferentes. Engraçado que com os 24 eu já sinto um peso que não sentia antes. Não estou falando de “velhice”, porque isso eu sinto desde sempre, mas de amadurecimento, responsabilidades, coisas que posso e não posso fazer, já que eu consigo julgá-las certas ou erradas com os meus princípios. Apesar de quê, estou lutando com alguns para que desapareçam, porque nos tempos de hoje, se eu continuar com alguns princípios antigos que eu tinha, não vivo nem metade da minha vida que eu tenho para viver.

Hoje, viro para minha mãe e falo “mas plmdds! eu já tenho 24 anos!”, coisa que antes não fazia, porque eu não sentia diferença. Eu sei que para ela não importa a idade, posso ter 40 anos, ela vai achar muitas coisas que eu faço erradas, não vai querer eu faça tantas outras e por ela, eu estaria em casa toda noite etc etc. Eu entendo tudo isso muito bem, afinal, sou a caçula de três filhos, mas tem uma hora na vida que a gente tem que tomar certas decisões mesmo que isso implique em desapontar algumas pessoas que te amam incondicionalmente, e decepções, por mais que sejam decepções, sabemos que superam, agora a agonia de perder oportunidades de se divertir e viver a vida como você julga melhor vivê-la, não há tempo que supere.

Um dia antes do meu aniversário, eu já estava pensando no ano que vem: 25 anos! E foi aí que me dei conta de que eu já não sou mais uma adolescente, uma criança. Por mais que eu já tenha um diploma há 2 anos – o qual ainda se encontra na faculdade – só agora eu consigo sentir essa “diferença” na idade, parece besteira, mas eu acho que, agora, consigo encarar  muito mais algumas coisas e ter mais coragem para enfrentar outras, coisas que eu “deixava pra lá”, para agradar os outros e não a mim mesma, enfim.

Tô gostando dessa sensação que os 24 têm me trazido, mesmo que o meu aniversário tenha sido há 5 dias, eu já acho que comecei essa nova ~temporada~ da minha vida muito bem! Pela primeira vez em mais de 10 anos, eu e a Lari saímos para comemorar. Vários amigos apareceram o que me deixou muito feliz! Eu amo fazer aniversário,  mas esse tá com um toque especial, que legal! :)

Na real eu nunca me senti com a idade que tenho. Ou me senti como uma pré-adolescente, ou como uma senhora de 80 anos, mas nunca a minha (real) idade. Não sei exatamente o porquê disso, mas é engraçado. Só que com esses 23 anos têm sido um pouco diferente. Eu já estou na fase adulta da vida, com vontades de gente grande. Desde os 15 anos eu imaginava como seria a minha própria casa, ou melhor, meu próprio apartamento, porque eu tenho essa impressão de que sairei da casa dos meus pais para morar num apartamento minúsculo no centro de São Paulo. Sempre sonhei em como ele seria, e o principal critério é uma janela gigante que dê para ver São Paulo toda iluminada a noite. Eu sonho também com uma cozinha de chão “xadrez”, e com uma batedeira KitchenAid (é sério!). HAHA

Minha irmã tem uma irmã de 23 anos e não mais de 5/10/15. Com a minha idade, minha mãe já tinha 2 filhos, com a minha idade, minha irmã já estava há 2 anos casada. E eu vejo esse pessoal todo noivando, casando, tendo filhos e não que eu me sinta “parada”, mas me sinto inspirada por eles a ter o mesmo. A noivar, casar e ter filhos que vão comer meus bolos na minha cozinha de chão xadrez e limpar toda a tigela da batedeira KitchenAid. Eu estou com este sonho besta. De alguém de 23 anos que quer construir uma família e não tanto uma carreira profissional. De repente isso muda, porque né, as coisas demoram e paciência não é lá uma virtude minha. Mas hoje é isso que eu quero, e é isso com que vou sonhar. Quando eu fizer 24, vamos ver o que será.