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Eu não vou me esquecer do seu aniversário, afinal, eu sei que você sempre gostou de aniversários. Também não vou me esquecer de quando me contou um pouco da sua vida, ainda deitado na cama, me olhando como se nos conhecêssemos há tempos. Eu sabia que eu te conhecia de outros tempos, mas não tenho certeza de que você também.

Também não vou me esquecer daquele texto, esse mesmo, que você escreveu no seu Facebook após a gente não se falar mais. Se foi para mim, aquilo tudo que você disse, eu não sei, mas gosto pensar que sim. Também não esqueço da textura do seu cabelo bagunçado, que eu adorava passar a mão e você não entendia muito bem o que eu fazia, porque não tínhamos intimidade o suficiente. E das mãos entrelaçadas pelas ruas de São Paulo, que eu também não entendia muito bem o que você fazia, porque não tínhamos intimidade o suficiente.

O nosso encontro foi breve, rapaz. E eu tenho saudades.

Tive esse momento pelo qual eu não sabia exatamente o que era. Tive esse momento que me perdi de quem eu era. É sempre assim. Eu não deixo de ser quem eu sou. Nunca deixei e nem deixarei de ser, mas me perco sempre em outro alguém. Tenho esses momentos de me deixar levar pela vida. Tenho esses momentos de não saber o que está acontecendo. Tenho esses momentos de não ter controle de nada. E me perco numa espiral maluca de sentimentos, emoções, cheiros e gostos, sem nem saber se é isso mesmo ou o que é que  vai acontecer.

Perco-me diante de tudo, do novo, do escuro. Nunca sei se vou sair ilesa. Nunca saio. Deixo-me sempre levar por esses rompantes que, no calor do momento, me trazem a confortável sensação de estar em paz comigo mesma. Não estou, pois estou perdida. Perco-me dentro da sua cabeça, dos seus pensamentos, e do seu sorriso. E me dilacero para tentar entender o que está acontecendo. Nunca entendo.

Para não me perder tanto, me afasto. E longe de você, me encontro novamente.

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Mas no fundo o que vc queria era ser o parzinho do moço que apareceu, há essa esperança de que as coisas se normalizem e ele veja que vocês têm coisas em comum e podem ser felizes juntos.

Alguém uma vez me disse que eu era muito romântica. Diante dessa afirmação eu só pensei que meu coração não ficou peludo como eu pensava que estava. De fato, eu continuo romântica e continuo acreditando no amor. Se eu não acreditar, quem é que vai?

Eu achava que a gente se apaixonava pra valer 1x na vida apenas. Eu era romântica a esse ponto. Mas percebi que estava totalmente errada. Fiquei iludida nesse pensamento por muito tempo, é verdade, mas não é bem assim que funciona. Continuo romântica, continuo querendo ser o parzinho de alguém, principalmente, se esse alguém me traz uma confortável sensação de ser feliz.

Percebi que faz tempo que eu não posto nada aqui, justamente, porque talvez eu não saiba exatamente o que esteja acontecendo. Eu não bloguei sobre você e não sei se eu ainda vou blogar, mas não quero deixar em branco esses dias de sentimentos intensos que faz tempo que eu não sentia. “Se quiser ir vai, mas seja racional”, e uma coisa que eu não sei é ser racional. Já tentei uma vez na minha vida tentar ser racional e não me envolver, mas obviamente não deu certo. E está dando certo novamente? Claro que não. É certo que eu queria ser o seu parzinho, ouvir as suas músicas, suas ideias, rir das suas piadas, e é excitante ver a sua empolgação com as coisas! Temos as nossas diferenças, mas hoje, o que me cativa mais são as diferenças do que a coisas que podemos ter em comum.

Não foi você que bagunçou as coisas aqui dentro, mas eu que não sei lidar!

Vivemos tempos de loucos amores, só é feliz quem sabe o que quer! ;)

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Há mais ou menos 2 semanas, voltando pra casa do trabalho, encontrei um cachorro deitado no canteiro central, mas no asfalto da rua. Fiquei desesperada, porque ali, ele era um alvo fácil para ser atropelado. Voltei com o carro e tentei tirá-lo de lá, mas a minha falta de experiência me impediu. Fui tentar pegá-lo, e ele rosnou. Não tinha nada dentro do carro para que eu pudesse pegá-lo em segurança. Liguei para a minha veterinária, e ela também não conseguiu me ajudar. Um carro parou, e 2 homens saíram para me ajudar. Perguntaram o que eu queria fazer com o cachorro, e disse que queria, pelo menos, colocá-lo na calçada. Fizemos isso. E fui pra casa com dor no coração.

Na manhã seguinte, indo para o trabalho, vejo o cachorro deitado novamente no canteiro central e no asfalto, mas dessa vez, sentido contrário do dia anterior. Xinguei ele até a sua última geração, haha, porque né, filho da mãe! Fui pro escritório, e tentamos contato com o Táxi Dog. Eles pediram para verificar se o cachorro continuava na rua, que eles entrariam em contato dali 10 minutos. Meu irmão foi lá ver, e nisso, parou um carro com um anjo, haha! A Cris é cuidadora de animais, e ela tem um canil numa cidadezinha próxima daqui. No carro dela tinha os “equipamentos” necessários para podermos tirá-lo da rua, e levamos à veterinária que ela costuma levar. Agora, eu pergunto para vocês: o Táxi Dog retornou a ligação?

SAM_0583Na rua, quando a Cris nos ajudou

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Começamos a chamá-lo de Marronzinho, e a veterinária constatou que ele estava com a doença do carrapato, e por isso o sangramento no nariz. Pensamos que ele tivesse sido atropelado, ou alguém o tivesse machucado, mas não. Ele estava impregnado de carrapato, e eles caíam aos montes dele, o sr. Assis não conseguia nem ficar de pé! Fez exame de sangue, e entramos com suplemento de ferro, entre outros medicamentos. Foi tosado e dado banho medicamentoso, mas ainda assim, alguns carrapatos insistiam em ficar. A Cris o levou para o canil dela, até porque, lá ela cuidaria melhor dele do que eu, mas o peguei de volta nessa última sexta-feira, já mais saudável.

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 Na veterinária 

A pele dele tá toda cheia de feridinha por causa dos machucados dos carrapatos, mas isso com o tempo melhora. Ele ainda tem que continuar tomando o suplemento de ferro, mas aparentemente o estado dele já melhorou. Vamos repetir o exame de sangue essa semana, para ver como está.

Fiquei com receio da reação da Enriqueta, mas ela se saiu uma completa dama, haha. Só latiu quando o viu a primeira vez, mas ela não gosta muito que ele cheire o bumbum dela, hahahaha. Acredito que com o tempo, ela vai se acostumar.

Quando foi pra casa, mudamos o nome dele para Sr. Assis. “Senhor”, porque já está bem velhinho, e “Assis”, porque é o nome da avenida onde o encontramos, hehe. O fato de ele estar bem velhinho significa que ele só dorme o dia inteiro, praticamente, haha, mas também que, provavelmente, não vá viver muito mais. Talvez eu tenha mais gastos, e preocupação a mais, mas só o fato de ele ter um lugar para dormir, carinho e comida, e estar livre dos carrapatos, é o que importa pra mim (e pra ele também!).

Quero deixar aqui o meu imenso agradecimento para a Cris, porque se não fosse por ela, eu não sei como seria mesmo! E também quero agradecer aos meus pais, por embarcarem nessa comigo.

Vida longa ao Seu Assis! ♥

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                   Com a Enriqueta                            |                       Dormindo todo largadinho <3

IMG_3563meu velhinho e eu <3

Dia desses indo embora da fábrica, vimos um avião passar e deixar um rastro de nuvem branca no céu azul. Fiquei olhando pra cima e observando o avião indo embora. Meu pai logo em seguida acrescentou:

– Quando eu tinha uns 10 anos, um desses passou lá na roça. Foi a primeira vez que eu vi um avião. Não ficou uma alma viva nas ruas. Todo mundo pensava que o mundo ia acabar!

Meu pai, 66 anos, e ainda se lembra da primeira vez que viu um avião. Ele pode já ter contado muitas histórias, mas sempre vai ter uma que eu não vou saber!

Feliz dia dos pais!

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Quilmes Rock – Buenos Aires, Argentina – Abril/2012

Acredito que AM seja aquela banda que ou se ama ou se odeia, e eu devo estar enchendo o saco de muita gente nas redes sociais com esse crush aos 25 anos pelo Alex Turner, hahaha.

Mas acontece que eu tô ouvindo o último CD deles non stop. Acordo e coloco para tocar, ouço no trabalho, chego em casa e fico feito uma alucicrazy procurando vídeos novos deles no youtube. Sério. Está uma coisa de louco como eu mesma nunca tinha vivido antes.

Daí que me peguei pensando que eu acho que AM é uma das minhas bandas favoritas, se não a favorita. Pelo simples fato de eu acompanhá-los desde o primeiro CD. Acompanho com gosto desde 2006, e o Whatever people say I am, that’s what I’m not me acompanhava todo dia na saga faculdade-casa. Lembro também de que na época usávamos MSN, e sempre deixávamos a mostra as músicas que ouvíamos. Lembro de uma vez que me disseram que eu era cool, porque eu ouvia Arctic Monkeys, hahaha, mas eu também ouvia Nx Zero, então não sei.

Não sei como foi que eu os conheci, mas naquela época eu pesquisava bastante sobre música, então acabava conhecendo muita coisa por mim mesma. É, essa época ficou para trás, porque hoje, eu sou uma negação no mundo musical.

Aí eles fizeram sucesso com Fluorescent Adolescent e eu achei bem bom, porque sou dessas que fica feliz quando uma banda faz sucesso (vide Nx Zero, haha). E vieram para o finado Tim Festival em 2007. Lembro muito bem desse festival porque foi quando eu peguei uma birra enorme de The Killers. Aff. O show do Arctic Monkeys durou cerca de 40 minutos apenas, mas foi o melhor show do festival, e olha que tivemos Bjork, hahahaha!

O terceiro CD eu não gosto muito e, pra ser sincera, nem sei quais as músicas que o compõe. Nessa época brigamos feio. Porém, nada como o tempo, e superamos essa crise. Aí vem o Alex Turner e lança um projeto solo. Lindo e apaixonante, apenas.

Depois me surgem com Suck it and See, e fizemos as pazes. Reckless Seranade é uma das minhas preferidas.

Por fim, vieram com AM e “Do I Wanna Know?”. Meu Lastfm está ridículo de tão patético. Estou até ouvindo algumas outras músicas para não ficar coisa de fã babaca, hahaha.

Às vezes eu fico pensando se eles são tudo isso mesmo que eu penso que eles são. Mas é só ouvir o Alex cantando para mim e tudo desaparece. A voz inconfundível e esse jeito meio torto, meio tímido, meio bêbado, me cativou desde quando o seu cabelo era ridículo e ele apenas um franguinho.

Os meninos cresceram, e eu tô amando muito.

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Eu não sou uma pessoa fã de gatos, sempre gostei mais de cachorro e nunca tive um bichano para cuidar. Acontece que no começo do ano, apareceu aqui em casa uma gatinha minúscula e assustada, que se enfiou dentro do fogão da minha tia. Depois desse dia não era raro encontrarmos com ela deitada em cima dos panos que ficavam na lavanderia. A partir de então, a Vila do Seu Jura passou a ter mais uma moradora.

Ela fica na casa das minhas priminhas, são elas que cuidam agora. No começo, eu ajudei com veterinário, vacina e castração. Hoje, a Francesca só fica comigo para posar pras fotos, hahaha.

A Francesca não fica na minha casa, porque a Enriqueta não deixa. As duas não se dão, e uma tem medo da outra. :/

As fotos foram feitas com a Pentax e estou encantada com o resultado. O filme foi um Pro Imagem 100 e quando eu vi que a bateria da câmera tinha acabado, eu achei que tinha errado toda a fotometria e não ia sair nada. Mas, pelo visto, eu já me acostumei com a câmera! :)

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