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Arquivo mensal: abril 2014

Ele não olhou. Enrolou a seda em torno de seus dedos até que a mão dela ficou pendurada no espaço entre eles.
Então, deslizou seda e dedos para dentro da palma da mão dela.
E Eleanor desintegrou-se.

Eleanor & Park
(Rainbow Rowell)

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Hoje acordei tentando ser positiva. Pensando no dia incrível que teria pela frente. Nas surpresas boas e que algo maravilhoso me aguarda. Li em algum lugar que a gente tem que pensar essas coisas, coisas boas, para atrair coisas boas.

No fim da tarde fomos roubados. Roubados na maior cara de pau. Meu pai, ingênuo, aceitou um cheque. Foram mais de 100 pacotes. E o cheque? Roubado. Sustado. Do ano passado. Como ele não percebeu isso? Sei lá, é meu pai, e ai de você se você se intrometer e negar uma venda. Porque pra gente é tudo “não, não e não”. Não culpo meu pai por essa perda. Se não fosse desse jeito, teria sido de outro, muito pior, talvez. Fomos roubados, mas não a mão armada. Não psicológicamente. Fomos roubados pela ingenuidade, mas estamos vivos, e é isso o que importa.

Mas me frustra essa situação toda. Acordar e tentar ficar de bom humor, emanar energia positiva para atrair mais energia positiva ainda. Tentar consertar os erros e sempre (sempre) contornar as situações em que as pessoas saem brigando, por motivos pífios, ou a mera vontade de não fazer nada. E daí, eu sou roubada. E esse sentimento de incapacidade misturado com tantos outros que doem o coração, que eu chego a ficar maluca e pensar o que estou fazendo de errado? Porque acertando na vida é que eu não estou.

Não tá fácil ficar de bom humor.

 

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Como no meu instagram, a maioria das fotos é sobre o Lollapalooza (que eu não fui), resolvi relembrar dos meus tempos áureos de jovialidade quando frequentava os festivais de música!

Eu sempre gostei muito de ir em shows, mesmo minha mãe odiando o fato. Mas, ultimamente, o dinheiro e a falta de paciência falam mais alto. Eu queria ter ido nos dois dias de Lolla desse ano, mostrar ao Universo que eu ainda posso fazer essas loucurinhas momentâneas, mas o que eu iria fazer era ficar sentadinha (ou deitadinha) no gramado ouvindo o som, e convenhamos, gastar rios de dinheiro e me deslocar até a pqp para isso, é melhor ficar em casa e ver pela TV.

Pois bem, para homenagear a Natália de 15 anos, aqui vai um TOP 5 dos melhores shows que eu já fui (apesar dos perrengues):

5. Arctic Monkeys – Tim Festival (2007)

Já falei sobre a minha história com AM aqui, e já os vi se apresentarem 2 vezes! O Tim Festival de 2007 foi marcado por esse show rápido, porém maravilhoso. Com apenas 2 cds lançados, os meninos fizeram o que podiam em 40 minutos de apresentação.

4. QOTSA – SWU (2011)

Eu não sou muito de ouvir QOTSA, mas o show foi surpreendemente maravilhoso! O SWU foi um festival muito muito legal, mesmo sendo lá em Itu! Aquele clima de Woodstock, e uma nuvem de maconha pairava no ar. Apesar de ter sido em Novembro, fez um frio do caramba, e eu perdi um cachecol que eu gostava muito #chati.

3. Foo Fighters – Lollapalooza/Quilmes Rock (2012)

Eu viajei até a Argentina para vê-los tocar no estádio do River Plate, e voltei para São Paulo a tempo de quase morrer esmagada quando Dave Grhol começou a cantar All My Life no Lollapalooza de  2012. Na Argentina enfrentamos um temporal e uma rua alagada no final do show, e no Brasil, quase morri desidratada ao sair do festival, mas fui salva por uma única latinha de guaraná do tio do dog no fim da rua. Achei que eu não fosse sobreviver, haha!

2. Radiohead – (2009)

Foi incrível, apesar dos pesares. O show do Radiohead é um daqueles clássicos que você tem que ver ao menos 1x na vida. Se assistir 2, já está com sorte!
Lembro de ter visto na saída a Bárbada Paz e o Hector Babenco. Gente como a gente, estavam no meio da multidão para sair por um único portão #fail.

1. The Strokes – Tim Festival (2005).

O primeiro showzão e festival da minha vida. Eu tinha 17 anos, e amava Strokes com todas as minhas forças. O único show que me fez ficar com voz de Vera Fischer durante 1 semana. Ainda é insuperável. Mas foi nesse festival que conheci Arcade Fire e Kings of Leon também. Tempos bons.