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Arquivo mensal: novembro 2012

Ontem eu entreguei a minha caixa com os meus projetos. Farei um post no Lomogracinha falando sobre as aulas do 2º ano da Panamericana (aqui eu falei um pouco de como foi o 1º ano).

Foram 2 anos, os quais eu acho que aprendi muito. Ontem, meu professor me disse que falta um pouco de conceito nas minhas fotos, que no meu último projeto eu consegui trazer um conceito bom, mas os outros 2 ficaram mais plásticos do que conceitual. Concordo. O “Somos Instantes” tem um conceito forte e eu tenho ideias para mais fotos e aperfeiçoamento do trabalho, mas entrei em crise nos últimos tempos e não conseguia seguir com o projeto. Foi um sufoco. Mas eu gosto muito dele e quis colocar assim mesmo. O “Não Lugares Urbanos” se refere mesmo mais a plasticidade do olhar, à cidade, e as paisagens que se formam por entre os prédios, um tanto quanto claustrofóbico demais, mas eu gosto também e queria fazer algo que envolvesse São Paulo. E o último o “Off” tem muito mais a ver comigo, e com o momento que passei para fazer essas fotos. São fotos feitas na chácara do meu pai, com uma sensação de abandono e tristeza. É o trabalho que eu mais gosto (e foi o trabalho que mais gastei dinheiro, haha).

Depois da entrega de ontem, eu lembrei do começo do curso e o que eu queria aprender com ele. Lembro de ter marcado naquelas enquetes que a escola faz que eu queria ter um maior aprimoramento da técnica, entender melhor como funciona as câmeras e coisas assim. Meu professor me disse que eu sei muito bem as técnicas, que podem me pedir para fazer alguma coisa e eu vou conseguir sem maiores preocupações. Ainda tenho um certo limite com luz de estúdio, mas depois dos últimos trabalhos curriculares, acredito que aprendi muito. E aprimorar a técnica era o que eu queria, a parte conceitual, e os porquês, serão consequência. Entendo fotografia como arte, e parte do fotógrafo, entendo fotografia como minha.

Tenho em mente em seguir com esses autorais que entreguei. Talvez o “Off” esteja finalizado, porque foi uma fase da minha vida esse ano. Ele tem esse peso. Os outros dois são para seguir e criar. Penso também em começar outros projetos, em perder a vergonha e fotografar estranhos na rua (adoro muito isso!), um dos meus autorais seria algo assim, mas a falta de tempo (olha a ironia com o “Somos Instantes”), e a crise não me deixaram seguir adiante.

Eu senti que finalizei uma parte da vida, e que começarei outra. Não sei se consigo dizer com propriedade que eu sou fotógrafa, apesar do certificado (da mesma forma que eu digo que sou publicitária), embora eu me sinta mais fotógrafa que publicitária. Mas acho que uma paixão que começou há uns 10 anos, só tende a crescer cada vez mais, e isso é algo que ninguém vai conseguir tirar de mim.

Obrigada aos mestres por esses dois anos. Obrigada a todos que me ajudaram e me incentivaram. Espero que através das fotos, eu consiga deixar no mundo um pouquinho de mim. ♥

P.s.: Agora posso desligar meu macbook sem me preocupar em encerrar o photoshop, haha!

Não foi um churrasco às 2 da madrugada, depois de um barzinho fiasco no Tatuapé, mas foi um feriado programado que deu super certo e conseguimos matar as saudadinhas. Podemos ficar sem nos falar quase o ano inteiro, mas no final de ano, temos que ser bregas e manter a tradição. Hahaha

Essa quinta-feira foi um desses dias que eu me senti infinito!

Foto: Renan

Foto: Renan

Foto: Renan

Sabe quando você fica com aquela coisa na cabeça “mas por quê? Por que? Por queeee ele não quis ficar comigo?”, e aí você se sente a mulher mais feia, burra, sem graça e desinteressante do mundo? Mas depois vem o tal choque da realidade e você entende o porquê?

Bom gosto define, apenas.

“O que acontece é que, quando estou com você, eu me perdôo por todas as lutas que a vida venceu por pontos, e me esqueço completamente que gente como eu, no fim, acaba saindo mais cedo de bares , de brigas e de amores para não pagar a conta. Isso eu poderia ter dito a ela. Mas não disse.”

Eu Receberia As Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios
(Marçal Aquino)