Medianeras (Buenos Aires na era do amor virtual)

“True love will find you in the end”

Eu já comecei vários posts para falar de Medianeras, mas nunca encontrei uma maneira melhor de dizer que esse filme é o meu favorito. Pois bem, é meu filme favorito e ponto. Já assisti umas 5 vezes desde a primeira vez que vi, que deve ter sido em Fevereiro ~ Março desse ano, e sempre coloco no dvd quando eu estou meio desesperançosa com a vida, ou só quero ficar ouvindo o sotaque porteño e matar saudadinhas de Buenos Aires.

Medianeras é um filme Argentino de Setembro de 2011. Esse filme me conquistou porque trata de um tema muito forte na minha vida, e acredito que na vida de todos aqueles que usam e são dependentes da internet. O filme conta a história de duas personagens, Martín, vivido pelo charmosíssimo Javier Drolas, e Mariana, vivida pela linda Pilar López de Ayala, que vivem reclusos em suas pequenas Caixas de Sapatos, que é como são chamados os apartamentos pequenos de Buenos Aires.

Os dois são, praticamente, vizinhos, mas nunca se encontraram, embora vivem se cruzando, nunca notaram um ao outro. A gente se identifica muito com essas personagens, principalmente, quem é tímido, ou vive conectado com internet. Uma frase de Martín é a mais perfeita para todo esse momento: “Há 10 anos sentei na frente do computador e tenho a sensação de que nunca mais levantei”. Quem nunca?

Mariana, logo no começo do filme também diz uma frase que é marcante: “Se minha vida fosse um jogo, como o jogo da vida, caberia a mim o castigo de voltar 5 casas”.  O filme é cheio de referências nerds, principalmente, ao livro “Onde Está Wally?”, pelo qual Mariana é obcecada e frustrada ao mesmo tempo, pois nunca conseguiu encontrar o Wally na cidade, e acredita que isso é uma grande piada para a sua vida, porque acha que é o falta para que tudo mude.

Medianeras é um respiro no sufoco, sabe?! Um sopro de esperança, amor e carinho que a gente percebe ao longo do filme. Toda essa vida frenética nas cidades grandes, as fobias e medos que as pessoas têm,  uma hora não significam mais nada quando encontramos, sem querer, o que tanto procurávamos, que poderia estar bem no prédio ao lado, separados, somente, por uma parade.

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6 comentários
  1. Gosto de filmes assim, repleto de encontros e desencontros, mas sempre tratando um pouco de como nossas vidas tornaram-se solitárias – apesar de dinâmica – sobretudo por conta da internet.
    Não o conhecia, obrigada pela dica.
    Abraços.

  2. Cecília disse:

    Descobri seu blog pessoal por causa do lomogracinha e o li todo de uma vez. haha Quero tanto ver esse filme. Já baixei, já ensaiei ver mil vezes.. Mas, acho que desse fim de semana não passa. O que você escreveu me deixou afim de ver. MUITO.

  3. Gostei muito desse filme, tem uns toques de humor bem legais e um “sarcasmo” com a realidade em algumas cenas que são de mais.

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