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Arquivo mensal: setembro 2012

Tenho ido bastante à chácara aos domingos. Meu pai sempre vai todo final de semana. Lá é sua paz e tranquilidade, ele faz o que quer, dorme e acorda a hora que quer, além de mexer na sua terra, nas suas plantas, etc.

Meu pai nasceu e foi criado na roça, mais precisamente na cidade de Duartina. Veio para São Paulo aos 12 anos, se não me engano, e aqui ficou no bairro da Saúde, mas sempre quis voltar para aquele lugar que tanto lhe agradava. Conseguiu comprar um sítio em Piracaia, cidade próxima a Atibaia, e lá fez 2 tanques para pesca, criou vacas, porcos e abelhas. Eu até gostava de ir para lá, mas era muito cheio de bichos, e as vacas enchiam o saco, hahahaha.

Domingo retrasado era somente um botão

Daí por não irmos muito para lá, ele acabou vendendo e comprou uma pequena Chácara em Arujá, cidade próxima a Mogi das Cruzes. Continuamos não indo muito para essa chácara, porque a casa é bem velha, a piscina está um pouquinho acabada, por mais que meu pai tentou melhorar, mas sempre vamos algumas vezes para um churrasco em família, etc.

Acho que fomos uns 3 finais de semana seguidos aos domingos, e meu pai já me perguntou se voltaremos lá no próximo domingo, e eu penso: por quê não?! Pelo menos, lá eu fico offline do mundo, já que não pega não tem telefone, e nem celular, ainda respiro um ar puro, e tem me rendido ótimas fotos, não acham?!

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Conheci a Cat Power lá pelos idos de 2003, quando a Lari postou no status do MSN “eu tenho o cd da Cat Power e você nã-ão!”, isso é tão típico dela, querer jogar na cara dos outros as coisas legais que ela tem, hahaha! :P

Mas foi esse status que me fez ir atrás da Cat Power, afinal, todas as dicas musicais que a Lari passa são bacanas, e lá fui eu procurar no meu soulseek, ou seria kazaa? Não lembro. Baixei “You’re Free”, e esse disco por muitas vezes foi a minha trilha sonora enquanto faxinava a casa nas sextas-feiras (ah, que saudade! NOT). Desde, então, fui a louca do kazaa ou seria soulseek? Não lembro. E baixei todos os cds anteriores dela. Por favor, não contem para o FBI. Estabelecia ali uma relação de amor, paixão e ternura com a linda Chan Marshall.

Por incrível que pareça, eu não fui aos shows quando ela veio para São Paulo, e olha que ela já fez até show de graça na Virada Cultural Paulista. Não lembro os motivos pelos quais não fui, mas bem, estamos aqui esperando um show novamente!

Chan Marshall tem todo esse ar de, como disse @legpotatolover, xarope. Hahaha, mas ela é incrível. Sua voz é deliciosamente doce, e eu consigo ouvir por horas e horas e horas. Ela aparece na trilha sonora do filme Juno com Sea of Love, ô música linda. :’)

Demorei para baixar o novo cd dela, Sun, e que caralhos, que puta som incrível! O cd inteiro é muito bom, e Cherokee ainda martela constantemente na minha cabeça!

Porém, nenhuma música conseguiu tirar o posto de “I don’t blame you” como minha favorita e explico-lhes: “I don’t blame you” foi feita para o Kurt Cobain. Isso já me bastou. E a música é linda, a letra é linda e minha parte favorita é:

Just because they knew your name,
Doesn’t mean they know from where you came
Bem, tô aqui, esperando uma segunda chance  para vê-la ao vivo e que, com certeza, dessa vez, não irei desperdiçar!

I rymden finns inga känslor, é um filme sueco, de 2010. Fiquei sabendo dele, depois que li esse post da Jaque, o qual ela dá dicas bem bacanas de filmes não-hollywoodianos. Assisti semana passada, e eu me encantei pelos suecos, hahaha!

O filme conta a história de Simon (Bill Skarsgård), um rapaz de uns 16 anos que tem a síndrome de Asperger. Então, já sabemos o quão sistemático e antissocial ele é. A história começa com ele dentro de uma “nave espacial”, que nada mais é um latão de lixo dentro  do seu quarto. Simon se refugia nessa lata quando as coisas não saem do jeito que ele quer ou esperava.

Estava acontecendo uma mudança radical em sua vida, seu irmão mais velho (e mentor) estava se mudando de casa para morar com a namorada, e Simon não estava aceitando o fato. Muda-se, então, para a casa do irmão, mas a namorada do irmão não consegue lidar com o fato de que tudo tinha que ser de acordo com o que Simon queria, e acaba rompendo o relacionamento, o que desmorona ainda mais o mundo de Simon.

Ele parte em busca de uma nova namorada para o irmão, porque alguém tem que lavar a louça, e por ser tão direto com as pessoas, passa por situações engraçadíssimas e fofas! Nessa aventura ele acaba conhecendo muitas pessoas que podem mudar sua vida e voltar com o seu equilíbrio.

No Espaço Não Existem Sentimentos, é um filme que faz a gente pensar nas pequenas coisas da vida. Em dar valor ao que é importante pra você, em reconhecer que o outro também tem defeitos, sentimentos e necessidades. É um filme muito fofo e inspirador! :)

“True love will find you in the end”

Eu já comecei vários posts para falar de Medianeras, mas nunca encontrei uma maneira melhor de dizer que esse filme é o meu favorito. Pois bem, é meu filme favorito e ponto. Já assisti umas 5 vezes desde a primeira vez que vi, que deve ter sido em Fevereiro ~ Março desse ano, e sempre coloco no dvd quando eu estou meio desesperançosa com a vida, ou só quero ficar ouvindo o sotaque porteño e matar saudadinhas de Buenos Aires.

Medianeras é um filme Argentino de Setembro de 2011. Esse filme me conquistou porque trata de um tema muito forte na minha vida, e acredito que na vida de todos aqueles que usam e são dependentes da internet. O filme conta a história de duas personagens, Martín, vivido pelo charmosíssimo Javier Drolas, e Mariana, vivida pela linda Pilar López de Ayala, que vivem reclusos em suas pequenas Caixas de Sapatos, que é como são chamados os apartamentos pequenos de Buenos Aires.

Os dois são, praticamente, vizinhos, mas nunca se encontraram, embora vivem se cruzando, nunca notaram um ao outro. A gente se identifica muito com essas personagens, principalmente, quem é tímido, ou vive conectado com internet. Uma frase de Martín é a mais perfeita para todo esse momento: “Há 10 anos sentei na frente do computador e tenho a sensação de que nunca mais levantei”. Quem nunca?

Mariana, logo no começo do filme também diz uma frase que é marcante: “Se minha vida fosse um jogo, como o jogo da vida, caberia a mim o castigo de voltar 5 casas”.  O filme é cheio de referências nerds, principalmente, ao livro “Onde Está Wally?”, pelo qual Mariana é obcecada e frustrada ao mesmo tempo, pois nunca conseguiu encontrar o Wally na cidade, e acredita que isso é uma grande piada para a sua vida, porque acha que é o falta para que tudo mude.

Medianeras é um respiro no sufoco, sabe?! Um sopro de esperança, amor e carinho que a gente percebe ao longo do filme. Toda essa vida frenética nas cidades grandes, as fobias e medos que as pessoas têm,  uma hora não significam mais nada quando encontramos, sem querer, o que tanto procurávamos, que poderia estar bem no prédio ao lado, separados, somente, por uma parade.

Não sei se vocês notaram, mas andei postando muitas fotos de rua no instagram, e eu tenho gostado bastante de brincar com isso. Sempre fui muito fã do Bresson, Doisneau e essa galera de peso aí. Às vezes, sacar a câmera e fotografar algum momento, requer uma habilidade incrível, coisa que eu ainda não tenho. Fico imaginando os fotógrafos de guerra com suas Leicas ou câmeras de médio formato para registrar momentos incríveis num campo de batalha. Pqp.

Mas eis que com o passar dos anos e advento da tecnologia, lançaram um telefone, cuja câmera faz milagres, e eu sou muito adepta desse brinquedo.

Eu disse no post do Lomogracinha que sou um pouco chata em relação as fotos do instagram: não gosto de fotos que não sejam feitas com o celular postadas nessa rede. Não sei dizer bem o motivo, mas sei lá, para mim, o instagram é a coisa de momento. Registrou, mandou pra internet e pronto para ser curtido. Uma edição rápida e fácil, sem grandes mudanças de exposições, white balance e etc.

Daí que eu comecei a usar o iPhone para fazer as fotos de Street Photography, e o instagram para divulgá-las. Não sei se a galera gosta tanto assim quanto da minha vida tediosa, mas eu sei que eu tô adorando! :)

Às vezes eu me esqueço de respirar. Coisa de 3 segundos. E então, eu encho meus pulmões de ar e sinto eles cheios e completos. Não sei por que tenho essa mania, ou se isso é normal e todo mundo se esquece de respirar por 3 segundos, mas eu esqueço de encher meus pulmões com oxigênio.

Reparei nisso esses dias, quando andei muito triste e cansada por “n” motivos, pensei que poderia ser um efeito do livro que estava lendo “A Culpa é das Estrelas”, mas terminei o livro ontem, e continuo esquecendo de respirar por 3 segundos. Talvez seja normal e eu esteja fazendo um grande caso disso tudo. Talvez vocês também se esqueçam de respirar, mas não notam, porque o ar entra sem a gente perceber. Mas eu gosto de sentir meus pulmões se enchendo, sabem? Como uma bexiga. E eu imagino eles se esvaziando, como quando esvaziamos uma bexiga.

Eu gosto de respirar fundo, e eu fico desconcertada  quando não consigo.

Ontem eu peguei o metrô. Coisa que há meses não fazia. Fui e voltei de metrô, e que alívio! Esqueci como é bom não ter que se preocupar com o trânsito, não ficar atenta aos outros carros, e poder ler durante a viagem.

Entrei no metrô, sentei e peguei meu livro. Assim que chegou na Vila Matilde, entrou um cara, sentou no banco ao meu lado, cruzou as pernas e percebi que carregava um livro grande, tipo “Guerra dos Tronos”. Naquela hora eu parei de ler, e bateu a nostalgia. Pensei que poderia ser você. De repente era você. E você não sabia como falar comigo. Fiquei com a cabeça baixa por alguns minutos, fingindo ler algumas linhas do meu livro, para criar coragem e olhar quem era. Quando fiz isso, não era você. Ainda bem. Você iria rir de mim e dizer “mas que porra de livro é esse que você está lendo, Natália?”. Era o Melancia, da Marian Keyes.

Ah, você e suas críticas. Até nas situações que não acontecem, você aparece e me critica de alguma forma, e eu não acho ruim. Não mais.