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Arquivo mensal: julho 2012

Há um tempinho eu estava pensando em escrever sobre como eu me sinto tão bem nas viradas de ano, e como sempre o meio do ano me deixa desanimada. Aí que eu li esse post, e pensei: “mas é claro! Por que não comemorar o 2º semestre como mais uma virada?”. Taí que já entramos no segundo semestre tem um mês, mas a gente sempre sente que começa pra valer quando Julho termina, não é mesmo?

Sábado eu, finalmente, comprei o meu tripé! Estava pensando que ia terminar o curso da Panamericana sem um tripé decente. Mas esse que comprei é amor eterno, amor verdadeiro, o que me deu um ânimo para terminar minhas fotos e projetos. Como estava pelo Centro, aproveitei e dei uma passadinha na Galeria do Rock e bateu uma saudadinha de quando ia pra lá. Achei o ambiente bem diferente, com uma galera mais velha e pais, muitos pais, mas fiquei feliz pela Galeria estar conservada e ainda ter várias lojas legais. Comprei 2 camisetinhas que achei fofas, e fiquei meio arrependida de não ter saído com  um tênis de lá.

Daí, me deu um momento de loucura. E eu comprei um patins, sim aqueles de Roller Derby, mas não, não irei praticar o esporte. Quando criança eu adorava andar de patins, mas era limitada somente a brincar no meu quintal. Dia desses a Pati me disse que estava com vontade de comprar um patins ou um skate, apenas para andar pelos parques e sair um pouco do sedentarismo. Achei a ideia incrível, porque também procuro sair um pouco desse estado parado, et voilà:

À noite fui ao teatro com os bordas e vimos como a zona leste é carente de cultura. O Teatro Alfredo Mesquita foi restaurado, e fica na Zona Norte. Super fácil acesso, principalmente pra gente, e está com umas peças grátis para a sua reinauguração. Assistimos a peça In on It, e eu gostei bastante.

O Teatro é bem legal, pequeno e aconchegante, com uma iluminação incrível e uma acústica muito boa. É muito bom saber que existe essa possibilidade agora, sem termos que nos deslocar até o Centro. Depois fomos saciar as lombrigas no Vitrine da Pizza, que é uma pizzaria no estilo d’O Pedaço da Pizza. Forrei o estômago com uma pizza de chocolate com morango. WIN.

E no domingo, eu chamei as meninas pra fazer um pic nic no Ibirapuera. O dia estava perfeito, com sol e um calorzinho gostoso. Um típico dia de verão em pleno inverno (ah, o aquecimento global!). E nada mais gostoso do que sentar na beira de uma árvore, com comidinhas gostosas, bons amigos e boa música. Fazia um tempinho que não ia no Parque, e acho que nunca fiz um pic nic.

Foi uma bela forma de começar esse segundo semestre que, se depender de mim, vai ser muito melhor que o primeiro! E bora lá tirar essa bunda da cadeira e fazer as coisas acontecerem! :)

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Não gosto de ser tratada com indiferença. Que depois de tanto tempo e algumas coisas, o que aconteceu não faz mais sentido, ou nunca tiveram um significado, e a gente vive como se nada tivesse acontecido. Mentira. Algo aconteceu, algo no meio do caminho aconteceu e não sei se foi bom. Foi bom por um tempo, aquele tempo, hoje não é mais. Não é, porque há a indiferença, há aquela atitude de como se nada tivesse acontecido, e eu não gosto disso. Não vivo num mundo onde “nada aconteceu”, nada significou, não mais. Esse é o meu jeitinho de lidar com a situação, com o meu coração, com a baguncinha que ficou aqui dentro, e não há ninguém para arrumar a não ser eu. Não consegui pôr a casa em ordem, arejar o ambiente, o máximo que eu consegui foi jogar a tristeza para debaixo do tapete, mas às vezes o vento insiste em levantar, e espalhar essa tristeza por aí. Já estou acostumada com os desastres da vida, das enrolações e das pessoas, nada é tão diferente do usual que eu sei que logo menos isso passa, demora, mas passa. Só não passa a minha indiferença por aí.

Pensa numa pessoa jeca de tudo? Essa sou eu, ou melhor, fui eu na última quarta-feira!

Liniers veio para o Brasil para a exposição Macanudismo que acontece no Rio de Janeiro até 09 de Setembro. Fiquei com inveja dos cariocas que puderam vê-lo em ação. Mas tudo bem, quem sabe com a hashtag spliniers a gente não consegue trazer essa exposição pra São Paulo?!

Não lembro quando começou o meu amor por Liniers, mas faz um tempinho. Zerei o instagram no dia que ele comentou uma foto minha. <3

Ele já veio para São Paulo uma outra vez, em algum Sesc, não lembro se Pompéia ou Lapa, mas lembro que eu não pude ir, e fiquei #chatiadíssima, até porque rolou uma ~noite de autógrafos~


Mas aí, a Carol, que sabe que eu gosto de Liniers, me avisou com antecedência que ele viria para São Paulo depois da exposição no Rio para fazer uma ~noite de autógrafos~ e lançar o Macanudo #5. Evento confirmado e ansiedade desde segunda-feira batendo forte no coração!

Finalmente eu teria um Fellini pra mim.

O evento foi no MIS, e graças ao rally lomográfico eu sabia onde ficava (ainda bem! hahaha). Cheguei lá e a Lari já estava na fila com o Eudes. O Rani chegou depois e levou o livrão para ele autografar (fiquei com inveja porque o Liniers fez um desenhão lindo no livrão!). A Lari tinha comprado o meu Macanudo, e estávamos a poucos metros de termos os nossos livros autografados. Eu estava uma pilha. Sabia que não ia falar nada, mal conseguia falar espanhol com espanhois “normais”, e tentar falar espanhol com o Liniers? Era melhor ficar quieta mesmo. Só soltei um “¡Hola!” e “¡Muchas Gracias!” hahaha jequíssima! Fiquei super vermelha, morrendo de calor, mas muito feliz! Saludo!

Hoje eu bati o carro. Primeira vez que bato (sério) o carro. Coisa de envolver outro carro e de pessoa desconhecida. Fiquei putíssima, porque naquele cruzamento (onde a preferencial é minha), ninguém olha para ver se está vindo carro. Eu odeio aquele cruzamento onde eu passo todo santo dia. Fico agora pensando que, se eu tivesse saído 1 minutinho depois de casa…

Mas bem, bati o carro, quebrou lanterna e parachoque, ninguém se machucou. Fiquei nervosa que até tremia na hora de anotar o telefone da mulher. Mais nervosa por ter que correr atrás de funileiro, peças e etc etc, haja saco, e eu não tenho. Rodei com o carro por alguns meses sem uma lâmpada do farol (só com a lanterna), por preguiça de trocar, e estou com o espelho do lado direito quebrado há 2 anos ou mais, que quebrei quando tentei tirar o carro da garagem a primeira vez, e esqueci do portão!

E ter batido o carro hoje acabou-com-o-meu-dia. Eu sei que pode não ser motivo para tanto, mas ando tão sem saco pra tudo ultimamente (como se não fosse novidade), que hoje eu quase desabo de tanto mau humor. Esse é o mal do século ou o mal dos jovens que tanto falam?! Virei para a minha mãe na hora do almoço e disse “Por que parece que tudo é tão difícil?” – mas o quê exatamente é difícil? Eu não sei. Viver, talvez? Quando criança tudo era mais simples quando a única preocupação era fazer todas as lições e não entrar pra “pasta preta” do Cruzeiro. Hoje, eu fico num misto de adolescência com vida adulta e algo meio indefinido, eu não sei, exatamente, quais são as minhas preocupações, não sou eu que pago meu telefone, e mal pago as minhas contas. Talvez seja por isso que eu tenha me identificado tanto com Girls, não só por NY e por uma trilha sonora incrível, mas pelo jeito meio ~perdido~ de levar a vida.

Não sei quando eu virei uma pessoa tão acomodada, e não estou gostando do rumo que as coisas estão tomando.