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Arquivo mensal: junho 2012

Existe aquela pessoa que você não prestava atenção. As postagens no facebook e twitter até passavam despercebidas porque você não via nela  um futuro interesse, ou alguém interessante para gastar o seu tempo prestando atenção. Mas, de repente, alguma coisa mudou, e essa pessoa passou a ser interessante. Não que as coisas que ela posta seja algo relevante, mas você começou a perceber até a forma como ela coloca a vírgula errada durante uma conversa despretensiosa. ERROR.

Já devia ter um RED ALERT aí, porque é um caminho sem fim.

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Eu nunca me achei uma pessoa criativa, ou que gostasse de artes. Foram poucos os museus que frequentei, e são poucos os artistas que conheço. Desde pequena, minha mãe dizia que eu não levava jeito para artes, porque eu nunca “ia bem” nas aulas de educação artística (leia-se mais que 8.0). De fato, nunca fui uma geniazinha das artes, nunca fui uma geniazinha na escola, mas eu sempre tentava tirar boas notas.

Hoje, tô no último ano do curso de Fotografia e eu tenho que fazer um autoral, um não, três. Para alguém que não se considera criativa está sendo um baita trabalhão. Daí que acabei de ver uma imagem no facebook postada pelos caras do Design You Trust, e eu percebi que eu sou sim uma pessoa criativa, que quando cria, o mundo fica melhor, o humor fica melhor, e que quando está no ócio nada fica bom o suficiente, e tudo está completamente cinza (e eu não gosto de cinza, ou dias nublados). Além de tudo eu sou uma pessoa super auto crítica, do tipo demais, o que por um lado pode ser bom, mas por outro, achar que seu trabalho não vale muito a pena é frustrante.

E daí, pensando em algumas coisas, cheguei a essa conclusão agorinha: eu sou uma pessoa criativa, eu sou uma pessoa que quer ser artista, e que alívio.

Daí que já se passaram mais de 2 meses da minha viagem e eu não disse sobre o show do Foo Fighters na Argentina, e esses dias eu tava lembrando de como foi:

O show foi numa quarta-feira, (quem diria que eu iria num show numa quarta-feira, heh), e o dia estava lindo, mas a previsão dizia que iria chover à noite. Não botei muita fé, porque tava calor, tava sol, tava azul. Naquele dia não fizemos muita coisa, porque queríamos guardar energia para o show. Saímos do hostel umas 16h, e chegamos no Estádio do River Plate umas 17h, o show começava às 19 (se eu lembro bem). Quando chegamos, tínhamos que pegar uma fila para podermos pegar o ingresso, e o medo de dar errado? E o medo de não encontrarem o nome da Lari? E o medo, miagente?! Mas deu tudo certo! Pegamos nossos ingressos e fomos subindo, subindo, subindo as escadas do estádio rumo a arquibancada alta.

Sentamos num lugar legal. Dava para ver o palco, só não dava para ficar pulando porque eu tinha medo de sair carregada pelo vento hehe. Estava um pôr do sol incrível, e estávamos perto do Aeroparque, então vivia passando avião por lá.

Assim que anoiteceu, começou o show do Arctic Monkeys e eu me arrependi tremendamente de não ter ficado na pista, lá com a galera pulando, até porque, no show deles começou a chuva que havia previsto. Choveu pra cacete praticamente o show inteiro, quase não deu para aproveitar rmuito, porque além da chuva batia um vento danado. Compramos umas capas de chuva meia boca, mas que deu para segurar um pouco a chuva do lado de fora da minha roupa. Hahaha

Quando Foo Fighters começou a chuva tinha acabado, tinha ido embora e não voltou para nos atrapalhar. Foi lindo! Estávamos lá no alto gritando a plenos pulmões com o Dave Grohl.

Saí do estádio do River ainda não acreditando que eu estava em outro país, e que tinha acabado de ver o show do Foo Fighters E Arctic Monkeys. Mas, para cair na realidade, a avenida Figueroa Alcorta estava completamente alagada por causa da chuva, e totalmente parada. Pisava em poças d’água gigantes e a única coisa que eu pensava era “vou pegar leptospirose em Buenos Aires” hahaha. Tínamos em mente em pegar um táxi de lá para voltar pro hostel, visto que já eram quase meia noite, mas sem chances. A galera que saía do estádio tinha parado o trânsito completamente, e o que eu achei mais genial (ou não, não sei), é que todos os motoristas tinham parado os carros e deixavam aquele bando de loucos passarem por eles numa boa. Não houve confusão, muito menos buzinas enlouquecidas. Fomos para perto do metrô, uma boa caminhada, 6 quadras, e tentamos pegar táxi de lá, só conseguimos chegar no hostel à 1h mais ou menos, molhados, cansados, destruídos, mas só de lembrar me dá vontade de passar por tudo isso novamente!

Você ainda acha que eu falo de outros quando, na verdade, estou falando de você. Você acha que eu ainda stalkeio outros, quando, na verdade, stalkeio você. Tantos outros no mundo e foi justamente você, o errado. Porque, pra mim, é sempre assim, nunca fácil e sempre complicado. Eu atraio complicações mais do que o normal, e nessa de atrair complicações, eu sufoco sentimentos. Não é de hoje, nem do ano passado, eu sou fera em sufocar os sentimentos. Antes era mais fácil, talvez por ser mais boba. Hoje, eu reluto um pouco mais, dou mais chance pra vida, me permito continuar errando.

Permito-me porque o erro, muitas vezes, é um acerto. Acerto esse que você não percebe logo de cara. Demora um tempo, uns amores, uma outra perspectiva para ver que o que aconteceu não foi um erro. Por isso que me deixo errar, me deixo sofrer, me deixo ir. Nessa vida, a gente tem que se permitir.