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Arquivo mensal: abril 2012

Assisti esse filme ontem, numa tarde preguiçosa, chuvosa, solitária e debaixo das cobertas. Perfeito para muitos lenços de papeis e barras de chocolate.

LIKE CRAZY para mim, foi um filme tumblr. Um amor de tumblr. Sabe aquelas gifs todas fofas cheias de amor que a gente vê nos tumblrs? Então, é basicamente isso. A história é meio rasa, sem muita firulas, e eu não fiquei torcendo muito pro casal, mas as passagens são lindas, o sotaque britânico da Anna é lindo, e a fotografia também (é claro, por alguma coisa eu tinha que me apaixonar).

Eu, babaca romântica que sou, posso ter achado esse filme meio raso, mas ele mexeu comigo de alguma forma. Talvez por querer um romance assim também, talvez por querer passar noites e dias com alguém, talvez por simplesmente querer alguém. Sei lá.  E eu já dei muito murro em ponta de faca nessa vida, e percebi que não é disso que eu preciso mais. O que eu preciso é me aninhar nos braços de alguém e dizer “i don’t want to talk about it”.

Estava lendo alguns tweets meus antigos, porque eu faço essas coisas, e li um que eu dizia que tinha visto duas meninas chorando no metrô, e eu já fiz muito isso, principalmente na época da faculdade, porque né, foi a época que eu mais peguei metrô em toda a minha vida.

O foda de chorar no metrô é que tem muita gente olhando mas, sinceramente, eu não estava nem aí. Não lembro de ninguém vir me perguntar alguma vez se estava tudo bem, porque São Paulo e as pessoas funcionam assim. Também não me importo com isso, porque o que eu mais quero quando choro é que me deixem chorar em paz.

Chorar no metrô tem toda aquela inquietação, e os outros devem estar se perguntando o que aconteceu: algum parente morreu? o pai tá desempregado? falta comida em casa? brigou com o namorado? Bem, eu sempre penso (e para mim sempre foi) essa última opção. Não sei por que, mas o metrô, para mim, tem essa coisa dos namorados, dos casais que se encontram nas estações antes de irem embora, cada um para sua casa, depois de uma jornada de trabalho, ou de algumas aulas da faculdade. E, como sempre são meninas que estão chorando no metrô, é mais fácil deduzir que seja essa última opção.

Outro dia, vi um casal, na plataforma do metrô Guilhermina, conversando. A menina parecia triste, e o menino distante. Eram lindos juntos, mas havia ali algo que não estava bem. Fiquei triste pelas conclusões que eu tirei. O metrô demorou a chegar, e a menina tentava, tímidamente, tocar o braço do menino, fazer algum carinho, ter algum contato. Ele a abraçou, mas impacientemente olhava para ver se o metrô não estava vindo. Embarquei, enquanto eles ficaram na plataforma, ainda sem saberem o que fazer, ou pra onde ir. Olhares baixos e sem muito o que dizer. Sei lá o que aconteceu com eles depois.

Eu já chorei muito no metrô, na Avenida Paulista, na lotação. Hoje, troquei o metrô, a lotação e a Paulista pelo carro, de madrugada, enquanto volto para casa, ouvindo música. Evoluí na vida.

Abril, esse mês que eu aguardava com tanta empolgação, veio para dar uma brecada na vida que até então, acontecia frenéticamente. Eu não sei se são os tantos compromissos ou as responsabilidades que fizeram deste mês, um mês meio bleh. Ok, vamos entrar em sua última semana, mas kd maio? Ou melhor, kd 2013?

Às vezes atropelo os acontecimentos e sofro antecipadamente ao invés de esperar o dia chegar e esperar calmamente tudo acontecer, e se der certo, pois bem, se não, fazer o quê. E acho que nessa de ser ansiosa, estou ficando com uns tiques nervosos, insônia e, claro, a total falta de interesse pelas coisas.

Baixei os eps de GoT, mas ainda não vi. Once Upon a Time também, e estou deixando a leitura de lado (novamente). Será que eu preciso de uma outra viagem para me afastar dos fantasmas? Talvez. Viagens e shows renovam o espírito, e o mais irônico de tudo, é que eu fiz essas duas coisas tem duas semanas.

Tô com esses pensamentos aleatórios que, se eu não colocar pra fora, explodem aqui dentro, e o que está me deixando feliz, ultimamente, é ouvir ao pé do ouvidinho, Alex Turner cantar pra mim Suck it and See.

É com essa frase do título que dou nome ao meus álbuns de fotos de Buenos Aires. Eu nunca tinha feito uma viagem internacional, e nunca tinha viajado de avião e posso lhes assegurar que foi uma experiência incrível e uma das melhores viagens da minha vida.

A companhia deixei por conta da minha melhor amiga e do seu namorado. Percebe-se todo o forever alonisno nessa viagem, mas eles foram os colegas de quarto mais legais que eu já tive! :) A Lari foi uma ótima guia turística. Fomos a lugares fora da cidade de Buenos Aires sem ajuda de guias locais. Foi foda.

Fiquei uma semana em Buenos Aires, e no meio da viagem tinha um show do Foo Fighters e Arctic Monkeys (ai que chato!). Bem, na real, eu ia para Buenos Aires só para o show, uma viagem rápida, mas decidimos prolongar a estada e aproveitar mais a cidade. Não vou fazer um guia de Buenos Aires, fiquem tranquilos, a internet está cheia deles, mas vou dizer aqui como foi minha viagem.

Todo dia fizemos alguma coisa, quem diz que dá para conhecer Buenos Aires em 4 dias está mentindo, a não ser que você queira fazer tudo correndo e não aproveitar melhor o que a cidade tem para te oferecer. Fizemos as coisas com calma, caminhamos pelas ruas, esperamos esperamos esperamos sermos atendidos nos cafés, e assim foi a semana.

Um dos lugares que mais gostei de Buenos Aires foi Caminito. Aquelas cores e os shows de tango na rua deixam aquela vila muito mais charmosa. Aproveitamos que estávamos em La Boca e fomos fazer uma visita na La Bombonera. Valeu o ingresso pago! O estádio é pequeno, mas me diverti muito com o guia falando “São Paulo (time) é igual panetone: cheio de frutinhas” (com sotaque porteño, claro!). Comprei uma camiseta do Boca Juniors, porque é linda, e vou sair dizendo para todo mundo “Avante Boca!”, como se fosse um “Vai Corinthians!”. HEH

Eu não fiz muitas compras, nem comprei muitas gordices, mas umas das compras que mais amei foram da livraria El Ateneo: um Peter Rabbit de pelúcia e um super livro do super gênio Liniers, com os 5 Macanudos em suas versões argentinas e alguns extras, coisa linda demais!

E os parques de Buenos Aires? Eu amei todos os parques! Imagina poder voltar do trabalho e dar uma passeada com a Enriqueta em um parque gostoso como aqueles? Aqui em São Paulo (e meu bairro) não tem quase parque nenhum, e os que têm são tudo tão escuros que nem dá muita vontade de ficar. “Ah, mas tem o Ibirapuera”, você pode me dizer, e eu te respondo “Não, não temos. O Ibira pode ser legal, mas sempre está muito cheio”, por que será?

Fomo ao  zoológico de Luján, é um pouquinho caro para entrar $100,00, mas vale cada centavo! Os animais ficam tão pertinho de você que além de poder tirar foto com o leão grandão, você pode fazer carinho no filhotinho. É muito amor, é muito lindo! Eu não entrei na jaula do leão, porque socorro, medo. Mas fiz carinho no filhotinho de leão, e alimentei um elefante. Hahaha… a tromba do bicho é BEM áspera, e dá uma certa aflição, eu não queria no começo, mas fui ~forçada~ pelo cara que cuida do elefante “mas você vem do Brasil para cá e não vai fazer um carinho no elefante? Pode ir lá!! Vai vai!”. Hahaha no fim, foi demais! Quando estávamos saindo do zoológico, bem na entrada ficam algumas leoas numas jaula e dentro da jaula tinha um cachorro, e meu deus do céu que coisa mais linda aquela cena, o cachorro estava lambendo a leoa e vice-versa. MORRI DE AMOR.

No último dia fomos a uma cidade chamada Tigre. Era feriado em Buenos Aires, assim como no Brasil, e nessa cidade tem um parque de diversões. Não chegamos ir ao parque, mas ficamos perambulando a cidade e andamos num barco turístico. A cidade é linda, ainda bem que não choveu e me deu de presente um pôr do sol incrível como despedida.

A viagem foi demais. Eu já estava com saudades do Brasil e de São Paulo, estava com saudade de poder comprar uma água que não fosse tão cara, e de entender o que as pessoas falam. Eu achei que seria fácil entender o castelhano, mas olha, me fodi legal. No fim da viagem eu estava com um mindfuck entre português, espanhol e inglês que, não foi fácil. Quando alguém vinha me perguntar algo eu meio que travava tentando entender o que a pessoa me dizia e não conseguia falar em espanhol, muito menos em inglês e saía tudo em português! Hahahaha  Foi tenso, mas foi legal. Poderia dizer tantas outras coisas mais da viagem, mas fica aqui meu pequeno relato sobre una aventura muy loca.

Mas agora, a minha saudade é de Buenos Aires, de seus parques, suas inúmeras cafeterias e bombonieres 25 horas, quem sabe eu ainda volte para lá logo menos. ;)
E se quiserem ver as fotos da viagem, só irem ao Facebook ou Flickr! :D

AHOY!

 

P.S.: Nada mais legal do que viajar com amiga fotógrafa e ter várias fotos lindas suas durante a viagem! ♥