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Arquivo mensal: fevereiro 2012

“I see now that death is easy. It is love that is hard.” – Hiroshi Takahashi

Assisti Restless ontem. Minha opinião é como A Walk to Remember menos fofo, mais bonito, e claro, sem a chatinha da Mandy Moore, enfim. Restless lida com a morte como A Walk to Remember lida com o amor. A história é de dois jovens que se conhecem num funeral. A menina tem um câncer terminal no cérebro, e o rapaz é um jovem nem-tão-arruaceiro mas que foi expulso da escola e mora com a tia, pois seus pais morreram num acidente de carro. A história chega a ser previsível, nada do que já não tínhamos visto antes, mas é linda. Disse lá em cima que não é fofo, mas bonito, porque é isso mesmo. Fofo eu deixo para A Walk to Remember e bonito é Restless.

Mia Wasikowska está sutilmente linda, com uma peculiaridade que lhe é capaz. Annabel, sua personagem, lida com a morte lendo vários livros sobre pássaros, desenhando alguns insetos que rondam os túmulos nos cemitérios e sendo feliz. Quando conhece Enoch (Henry Hopper) sua vida, certamente, fica mais interessante, porque assim como Annabel, Enoch tem um fascínio pela morte e participa de alguns funerais de pessoas totalmente desconhecidas, sem propósito algum. Os dois são estranhos que se parecem, e nessa de “saber lidar com a morte”, eles sabem lidar um com o outro.

Acontece de as pessoas entrarem na sua vida por algum motivo. De repente, esse nem é o propósito de Restless, mas foi o que me marcou. Os dois se conhecem de uma forma um tanto fora do comum e mudam a vida do outro para melhor, mesmo que por pouco tempo, mesmo que por tempo demais.

Passei para os 15 anos sem sentir diferença alguma. Com os 18 a mesma coisa. Os 21 não foram diferentes. Engraçado que com os 24 eu já sinto um peso que não sentia antes. Não estou falando de “velhice”, porque isso eu sinto desde sempre, mas de amadurecimento, responsabilidades, coisas que posso e não posso fazer, já que eu consigo julgá-las certas ou erradas com os meus princípios. Apesar de quê, estou lutando com alguns para que desapareçam, porque nos tempos de hoje, se eu continuar com alguns princípios antigos que eu tinha, não vivo nem metade da minha vida que eu tenho para viver.

Hoje, viro para minha mãe e falo “mas plmdds! eu já tenho 24 anos!”, coisa que antes não fazia, porque eu não sentia diferença. Eu sei que para ela não importa a idade, posso ter 40 anos, ela vai achar muitas coisas que eu faço erradas, não vai querer eu faça tantas outras e por ela, eu estaria em casa toda noite etc etc. Eu entendo tudo isso muito bem, afinal, sou a caçula de três filhos, mas tem uma hora na vida que a gente tem que tomar certas decisões mesmo que isso implique em desapontar algumas pessoas que te amam incondicionalmente, e decepções, por mais que sejam decepções, sabemos que superam, agora a agonia de perder oportunidades de se divertir e viver a vida como você julga melhor vivê-la, não há tempo que supere.

Um dia antes do meu aniversário, eu já estava pensando no ano que vem: 25 anos! E foi aí que me dei conta de que eu já não sou mais uma adolescente, uma criança. Por mais que eu já tenha um diploma há 2 anos – o qual ainda se encontra na faculdade – só agora eu consigo sentir essa “diferença” na idade, parece besteira, mas eu acho que, agora, consigo encarar  muito mais algumas coisas e ter mais coragem para enfrentar outras, coisas que eu “deixava pra lá”, para agradar os outros e não a mim mesma, enfim.

Tô gostando dessa sensação que os 24 têm me trazido, mesmo que o meu aniversário tenha sido há 5 dias, eu já acho que comecei essa nova ~temporada~ da minha vida muito bem! Pela primeira vez em mais de 10 anos, eu e a Lari saímos para comemorar. Vários amigos apareceram o que me deixou muito feliz! Eu amo fazer aniversário,  mas esse tá com um toque especial, que legal! :)

Foi com essa frase que uma casa noturna de São Paulo perdeu uma ~cliente~. Bem, já haviam me perdido há muito tempo quando roubaram minha câmera lá dentro, e por terem feito uma reforma que mudou totalmente o estilo da casa. A pista que sempre foi um inferno, ficou pior, e o que era legal (o 2º andar) já não era mais tão legal assim. E foi com essa frase “aqui não tem samba, e sim música boa” que eles me perderam para sempre.

Ninguém é obrigado a gostar de carnaval, nem de samba, nem de rock. Mas odeio quando desmerecem nossa cultura. Quer música boa, bonitinho? Sai daqui! Vá para onde você considera só existir música boa, o país agradece, eu agradeço! O problema do carnaval, nem é o carnaval, mas as pessoas. Assim como em tudo. O problema sempre são as pessoas. Intolerantes, burras e bagunceiras, para não dizer outras coisas. O carnaval sempre existiu, é uma festa popular e da cultura brasileira. Estava circulando por aí que o Danilo Gentili disse que, se fosse presidente, “cancelaria” o carnaval e investiria todo o dinheiro gasto para essa festa em outras coisas melhores, como saúde e educação. Não sei se é verdade, mas é patético, ao meu ver. As pessoas amam o carnaval e, se ele fosse presidente, poderia pegar o dinheiro investido para tantas outras coisas inúteis e aplicar no que seria útil. Mas deixa o carnaval como sempre foi, porque o povo gosta, se diverte, e é feliz! Segundo ele, cancelando o carnaval, diminuiria os acidentes, as mortes em estradas, os índices de HIV etc etc etc. ZZzZzZzZz. Se for assim, cancela o ano novo também!

Mas foi lamentável o que aconteceu com a apuração das notas no carnaval de São Paulo, que já é tão criticado por misturar torcidas de times com uma festa que nada tem a ver com futebol. Não acompanhei as escolas de samba, porque não estou assistindo televisão ultimamente (e não sei por quê), mas acompanhei pela internet, pelo twitter, pela twitcam #VarandaDoSamba e tal. Uma das minhas escolas preferidas tinha sido rebaixada ano passado, então talvez seja isso que eu não tenha tido tanto interesse. Mas fiquei triste e irritada quando soube do que tinha acontecido. É sempre muito divertido ver as apurações das notas, imitar o cara lá e etc etc. “Mimimi, minha escola tá perdendo, mimimi, vou rasgar as notas, mimimi”. Olha, paciência, não temos.

E aqui se foi mais um carnaval. 24, pelas minhas contas. Foi melhor do que do ano passado, que choveu o feriado inteiro, mas teria sido muito melhor se todo mundo parasse de reclamar e curtir.

Fui madrinha de casamento de um dos casais que mais admiro nessa vida. Conheci os dois no colégio, em 2003, e desde aquela época eles já namoravam! Bem, sabemos de cara qual é casal que vai dar certo, e eles dois eu não tinha dúvidas de que chegaríamos a quase 10 anos depois e as pessoas perguntariam “E a Moara e o Pierri? Ainda estão juntos? Nossa! Casaram? Que lindo!”, pois é. E a grande surpresa, para mim, foi poder fazer parte dessa fase tão importante dos dois. Nunca tinho sido madrinha de casamento de ninguém (até porque, acho que eles foram meus primeiros amigos a se casarem), mas nunca tive um papel tão importante assim.

Eu e a meninas, fizemos um encontrinho com o pessoal que lê o blog. Foi tão divertido e durou a tarde inteira. Saí de lá eram mais de 20h e a conversa rendeu muito e conheci muita gente talentosa e bacana. Sem contar nas pessoinhas da internet etc etc ♥. E eu estou tão feliz com o blog e a alegria que ele tem trazido pra mim é assim, indescritível! Tanta gente bacana vem conversar com a gente por causa disso, e tanta gente bacana reconhece o que nós fazemos (apesar de não ser muita coisa), mas é sempre muito empolgante e gratificante poder fazer algo que você adora. Sem contar que, finalmente, estou saindo mais para fotografar (gerar conteúdo pro blog, tem dessas coisas e tal), e aí acabo descobrindo coisas novas da minha câmera (pelos amigos “canonistas”), que sou só amor!

Daí que eu estou no meu inferninho astral e eu não acreditava nessas coisas, ou melhor, nem lembrava disso, mas nessas últimas semanas tenho que concordar que esse tal do ~inferno astral~ existe. Olha que ainda bem só falta uma semana para me livrar e vai ficar tudo bem. Sem querer “spoilar” nem nada, mas vai ficar tudo bem. Estou só meio sem paciência para muitas coisas, tentando ao máximo não ligar para tantas outras, e passar despercebida em algumas delas. Sei lá.

Tenho visto alguns filmes ultimamente. Anotado todos os que assisto durante a semana na agenda. Tá uma coisa bonita. Estou com quase todos os filmes do Oscar baixados (alô sopa), mas faltam alguns outros que não encontrei e acho que terei que me render ao cinema. Ou não. Depende da minha disposição e da companhia, enfim.

Os livros continuam empilhados. Sempre tento andar com algum na bolsa, mas nunca consigo uma horinha boa para ler, e quando estou em casa, fico no computador pesquisando coisas, vendo filmes e séries e tal tal.

Baixei Once Upon a Time. Série lindinha sobre contos de fadas (cêjura?) e coisas assim. Walking Dead voltou essa semana (uhul), e estou ansiosíssima para Game of Thrones – comprei os livros, mas vocês já viram o tamanhão deles? Há tantos outros na frente que, mesmo tentando ler, não terminarei até abril.