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Arquivo mensal: novembro 2011

I’m not the kind of fool, who is gonna sit and sing to you, about stars, girl…


Terminei de ler o livro essa semana. Não me julguem, eu demoro mesmo para terminar de ler. Isso quando eu não começo um livro e o abandono no meio do caminho, para retomar tempos mais tarde, enfim.

Dessa vez eu fiz algo diferente. Assisti primeiro ao filme – porque eu não sabia que era baseado no livro – e depois eu comprei o livro. O filme é um tico diferente, mas lindo igual. Difícil dizer qual dos dois é melhor, já que eu assisti o filme sem pretensões de compará-lo ao livro. Meh.

Oliver Tate é fantástico em sua excentricidade. A história se passa em Swansea, cidade litorânera da Inglaterra. Oliver tenta salvar o casamento dos seus pais ao mesmo tempo que está envolvido em seu primeiro romance com Jordana Beaven, sua colega de escola. Assim como os começos de namoro, o dos dois parecia lindo. Combinavam em suas peculiaridades, aprendiam um com outro, eram iguais sendo diferentes. Coisa fofa demais.

Curioso com palavras, os capítulos do livro são marcados por palavras que Oliver ou procura no dicionário, ou aprende com alguém e as usa diante de algum contexto, ou sem contexto algum. Escreve um diário, o qual sua namorada de vez em quando lê, e acredita em umas coisas, em outras nem tanto. Oliver tem uma excelente imaginação também, e mente super bem. Seus pais são tão esquisitos quanto o garoto, uma família que por mais que pareça que não funciona, funciona!

Submarino entrou pra listinha dos favoritos – livros e filmes. O filme tem uma trilha sonora maravilhosa, feita pelo lindo do Alex Turner, que já falei milhares de vezes. A trilha combina demais com o clima do filme, a fotografia, os personagens, o local. Fiquei com ela na playlist mental por semanas! ♥

“Tenho coisas mais importantes em que pensar do que o término do meu primeiro relacionamento, o qual, como qualquer adulto será capaz de dizer, é apenas uma daquelas coisas que parecem destroçar a vida num dado momento, mas não significam nada quando se tem quarenta anos.”  

 

by @pi4nobl4ck

Comecei a usar o Reader em 2007 – dois anos após seu lançamento – e não tinha a mínima ideia de como usá-lo. A @varetinha já usava há algum tempinho e pedi alguma ajuda para entender como funcionava. Depois que entendi, foi amor a cada clicada, um amor que só crescia, que se tornava eterno.

O pessoal brincava, dizendo que uma hora o Google iria acabar com o Reader sem mais, nem menos. O primeiro susto foi o buzz, que veio só para encher o saco e deixar nosso email cheio de coisas. Sempre deixei o buzz habilitado e a única coisa que era usável do buzz eram os comentários. Ok. Algum tempo se passou, o buzz não pareceu mais ser uma ameaça, e continuamos lindos e felizes com nosso reader. Até que lançaram o Google+. De verdade, eu não senti nenhuma vontade de usar o google+, eu ainda não sinto vontade. Eu tenho é raiva. Eu não quero usar o Google+, não vejo nenhuma utilidade, é um facebook fanfarrão.

Muita gente não usava o reader como a galera do fundão. Muita gente não sabia que o reader, também era, uma rede social.  Muita gente não o usava corretamente. Muita gente matou o google reader por não saber usá-lo. Como disseram: o Google Reader foi feito para quem não usa Google Reader.

THIS!

A graça do Reader era o poder de compartilhamento dos posts de seus feeds. O poder de compartilhamento da SUA internet. Um leitor de feed nada mais é que a a internet que você usa, a internet que você lê, a internet que você vê, e o reader teve a BRILHANTE ideia de podermos compartilhar de uma forma rápida e fácil com quem nos seguia, com quem estava AFIM de ler as coisas que “shareávamos”, com quem achava interessante a “nossa” internet.

Eu queria poder dizer muitas coisas mais, mas eu estou triste. Eu fui ingênua e acreditei que o Google não iria mesmo acabar com o Reader, pelos – pequenos – protestos que rolaram, pelo poder do Reader no Irã, pelos nerds desse mundo que a única fonte de notícias e – sociabilidade da internet – durante o período de trabalho, era o reader.

Ah, ok, meus feeds continuam aqui, o layout deu uma mudada, mas eu sinto falta – muita muita falta – do botão de share, do botão de like, do botão de share with comment. PORRA. Eu já sinto falta da galerinha ali do ladinho esquerdo, dos números dos itens compartilhados pelos meus amigos sempre aumentando, das discussões que eu acompanhava, do reader da Juliana Cunha, do Inagaki, das nerdices/entreoutrascoisas dos meninos. PORRA. Achem o exagero que for, o reader sempre foi a melhor rede social do mundo e eu estou triste.

@varetinha, @zeoffline, @leooon, @suco_de_uva e @amarianarosa (faltou o @EduMelo e @Pi4noBl4ack)