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Arquivo mensal: outubro 2011

Ontem, eu estava com a intenção de ir comprar um quartz light (vulgo tochinha) para ter meu próprio “sistema de iluminação”, caso eu precise refazer algumas fotos.

– Mãe, vamos comigo comrpar a tochinha?
– Vamos…

Passam-se alguns minutos:

– Ná, você não vai lá comprar o foguinho?

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Agora pouco estava contando sobre o sonho que tive essa noite, que era – mais uma vez – sobre o fim do mundo. Eu estava, com a minha família, na casa da praia de alguém, mas não era uma praia comum. Era como se todos os prédios estivessem ilhados, mas isso era uma coisa normal – e linda, devo acrescentar. Mas, de repente o tempo começou a mudar e  ondas gigantes começaram a se formar. Acabo de contar essa história, minha mãe diz:

– Olha o Suriname aí!

– …

– Tsunami, mãe!

#ai #essa #dona #celina #viu

“(…)

– Na verdade eu estava pensando…espera aí, eu vou abaixar o som…se você não quer vir aqui. Tem champanhe, tem música, talvez até algumas drogas. Alô? Alô, está me ouvindo?
– Achei que tínhamos decidido que isso não era uma boa ideia
– Foi mesmo? Porque eu acho uma ótima ideia.
– Você não pode me telefonar de repente e esperar que eu…
– Ah, sai dessa, Naomi, por favor. Eu preciso de você.
– Não!
– Você pode estar aqui em meia hora.
– Não! Está chovendo muito.
– Eu não estou dizendo para vir andando. Pega um táxi, eu pago.
– Eu disse que não!
– Eu realmente preciso de companhia, Naomi.
– Liga pra Emma!
– Emma não está em casa. E não estou falando desse tipo de companhia. Você sabe o que estou dizendo. O fato é que se eu não tocar  em outro ser humano esta noite eu acho que posso até morrer.
– …
– Eu sei que você está aí. Estou ouvindo a sua respiração.
– Tudo bem.
– Tudo bem?
– Chego aí em meia hora. Pare de beber. Me espere.
– Naomi? Naomi, você entende o que está fazendo?
– O quê?
– Você entende que está salvando a minha vida?”

Um dia – David Nichols

Qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência, caro David.

“Mas imaginou a chegada depois da caminhada, o silêncio do apartamento vazio ao procurar as chaves, as roupas molhadas grudando na pele. Imaginou-se sozinha na cama, o teto girando, a Tahiti oscilando abaixo, náusea, arrependimento. Será que seria tão ruim assim ficar ali mesmo, sentindo um pouco de calor, afeto e intimidade para variar? Ou será que preferia ser uma dessas garotas que via às vezes no metrô: de ressaca, pálida e hesitante dentro de um vestido da festa da noite anterior? A chuva batia na janela, agora um pouco mais forte.”

Um Dia  – David Nichols

Acho que nunca me identifiquei tanto com  uma personagem. 

Ainda carregava na carteira algumas 3×4. Limpei. Guardei-as junto com as outras coisas que deviam ser guardadas: cartão cidadão, carteirinha da faculdade, cartão do clube, da HOTHOT, etc. Foram pra caixa de all star cano longo. Uma caixa que tem muita história pra contar. Misturei as 3×4 junto com as outras coisas do passado. O que antes eu guardava numa caixa separada, hoje, guardo tudo junto com o que me aconteceu. 3 fotos 3×4, de três períodos diferentes. A minha preferida está em primeiro plano, sorrindo pra mim, com aquela boca cheia de dentes a mostra. Acho linda e colorida. Uma camiseta vermelha de um time de futebol, o fundo branco e o sorriso que eu guardo pra mim naquela foto 3×4.