Dona Isaura

Era esse o nome dela.

Não a conheci. Ela morreu eu tinha cerca de 8 meses, e foi tão de repente, tão dolorido. Eu nunca tinha perguntado pra minha irmã, como é que foi no dia que ela se foi, talvez por saber que a dor que ela sentiu (e sente), eu não sinto assim tão fortemente, mas um dia desses perguntei e imaginei toda a cena, toda a dor, todo o choro, o grito e o desespero. Mas…eu só imaginei. De qualquer forma, eu sinto falta da minha vó, uma saudade que não se explica, uma saudade até apertada, até doída. Doída, talvez, por eu não ter tido a sorte que meus irmãos e meus primos tiveram, das reuniões na casa da vó, da vó dormindo em casa, da vó levando pra viajar (no caso, minha irmã), enfim. E…assim como ouço, eu imagino e sinto falta de algo que eu não vivi.

Minha vó foi criada pelos avós dela. Foi mãe de 6 filhos, trabalhou como datilógrafa, passou perrengues danados, foi amada, muito amada, e amou muito também, não duvido. Nas fotos que vejo, ela estava sempre feliz, sempre alegre, sempre linda com seu cabelinho branco azulado ou roxeado (haha)…ai dona Isaura, muito moderna pro seu tempo, muita vida em pouco tempo.

 

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