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Arquivo mensal: agosto 2011

Já dizia meu amigo Thom Yorke.

O coração continua apertadinho, sabe? Com uma angústia que eu sei que não vai passar tão cedo, sequer se vai, realmente, passar. Aprendi que terei que conviver com ela minha vida inteira, e não é uma questão de escolha, porque amar alguém não é escolher a dedo quem, só acontece. Tudo bem. Quando entendi todo o processo e como funciona essa relação, consegui ser mais leve e ter minha paz. Não vou lutar com coisas que não são pra ser, o meu desgaste já passou. Hoje, eu luto para que tudo fique bem, que minha paz consiga alcançar quem eu também quero bem, mesmo que longe, mesmo que nunca mais nos falemos de novo.

Não estou fugindo, abandonando, saindo de fininho, indo embora…acho que nunca farei isso, de fato. Estou aqui, como sempre estive, mas agora diferente. Escondidinho no fundinho do coração, o meu amor permanece lá, pronto para ser usado quando precisar. Mas é diferente, tenho que dizer. Diferente mesmo. Infelizmente, o meu amor não faz milagres, mas ele tá aqui para quando for preciso. O que é diferente agora, é que tenho outros amores, e tô aqui, pronta para usar todos eles independente de quem precisar.

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É o segundo livro que consegui terminar de ler esse ano (pelo que me lembre). Vergonha, eu sei. Ainda mais porque MAUS é uma história em quadrinhos, então lê-lo deveria ser assim, vapt-vupt, só que eu sou a Natália, e bem…não é assim que as coisas funcionam comigo. Enquanto você está no seu 54º livro deste ano, eu vou pro meu terceiro.  :)

MAUS, como dizem, é uma semi biografia de Art Spiegelman, escritor e quadrinista. No livro, Art conta a vida de seu pai, Vladek Spiegelman, durante a 2ª Guerra Mundial e como ele sobreviveu à ela. Pode parecer babaca da minha parte dizer que histórias sobre o holocausto me fascinam, mas não encontrei um palavra que pudesse definir melhor o meu interesse por este assunto.

Art  ilustrou capas para  New Yoker, publicou MAUS em partes e foi o primeiro ilustrador a ganhar o prêmio Pulitzer. A compilação toda das histórias foi feita em 2005, quando o livro foi lançado. Não é uma história diferente das outras sobre o holocausto, mas impressiona a forma como é contada. Judeus são retratados como ratos,  alemães como gatos, poloneses como porcos, franceses como sapos e americanos como cachorros. Não, a história não fica menos pior vendo por este “ângulo” as coisas, muito pelo contrário, só de imaginar que, de fato, judeus eram como ratos para os alemães nazistas, dá toda uma angústia e mal estar.

O livro conta em detalhes de como Vladek se virava para conseguir se manter “saudável” durante esse período de guerra. O amor de seus pais, a morte da sua mãe, e toda a história e a perda da família. Em paralelo com a vida de Vladek durante a ocupação nazista na Polônia, Art conta a vida de seu pai nos dias pós-guerra, em New York, enquanto ele o entrevistava para seu livro: as manias, os costumes e toda a culpa de judeu sobrevivente da guerra que Vladek sentia. Não sou ninguém para falar de um livro desses, mas é que vale a pena mesmo!