Praticamos auto-bullying

Tá rolando no facebook umas mensagens constrangedoras por parte dos meus amigos bordas.

Nossos gostos musicais desde os anos 2000 foram postos à tona, e olha, meu amigo, ainda bem que a gente cresce, aprende, descobre e temos o bom senso um pouco mais apurado.

Eu nunca tive vergonha do que eu gostava quando era pequena. Nunca também era apresentada a outras coisas a não ser aquilo que se passava na televisão. Em casa não rolava muita música e, se rolava, era no máximo um Roupa Nova, Roberto Carlos, Jovem Guarda, alguns sertanejos bem de raiz, etc, então meu gosto musical era sempre muito direcionado para os hits da época na televisão. De Sandy Jr à É o Tchan, mas passando por Spice Girls, Backstreet Boys, Mariah Carey e por aí…

Mas a gente cresce e depois de passar tanto cerol na mão (OPA), a gente começa a chorar com músicas do tipo “I’ll go wherever you will go” e  sonhar com o príncipe encantado, ou então com o óbvio sk8ter boy. E, por falar em Avril Lavigne, entramos também no quesito estilo. AH, O ESTILO. Definimos em apenas uma palavra: emoposer, porque né, rolou toda aquele frisson de franjinhas, cabelos curtos, sainhas, rebites, xadrez, munhequeiras, meia arrastão, fitinha no cabelo, madrats, all star e tal. Entramos no colegial e era assim, do 1º ao 3º ano, quiçá até no 1º ano da faculdade. Nós, meninas, ainda não conhecíamos o poder da pinça e da cera quente, AH, A INGENUIDADE. E começaram as bandinhas “de garagem” como Dance of Days, KiLLi, Nx Zero, Cueio Limão, ForFun, Fresno, The Donnas, DominatrixDashboard Confessional, The Used, Funeral for a Friend, e as clássicas bandinhas da escola e dos amigos, como o Dipirona, meu irmão! Os shows no Hangar, os festivais que não duraram muito, e toda aquela galerinha descolada que hoje a gente sabe muito bem quem são e negam essas “raízes” até a morte.

E, como todos cresce, podemos dizer que nosso gosto musical mudou, que toleramos um pouco mais as coisas, que respeitamos os gostos alheios. Claro que é totalmente diferente de uma geração para outra, vide os anos 80/90 e adolescência dos meus irmãos. De New Kids on the Block, Menudos, Legião Urbana, Kid Abelha e etc (sinto inveja dessa época). Mas confesso que todas essas bandinhas que fizeram parte dos meus 15 anos conseguiram moldar todo um estilo pra mim. Das tardes na Galeria do Rock regada à suco da Rainha do Paissandu,  às noites  de cerveja na Augusta.

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