Aquele que eu continuo a falar das aulas de fotografia

Ontem tivemos nossa primeira avaliação. Tensão. Talvez por ser a primeira, talvez porque todo mundo veria as fotos de todo mundo. Talvez porque as cagadas estariam expostas, sua criatividade questionada, seu estilo criticado, sei lá. Eu estava um pouco apreensiva, não fiquei muuuito satisfeita com as minhas fotos, não sei dizer por quê, talvez eu exija demais de mim, uma criatividade que ainda não tenho, mas que sim, eu possa vir a ter. Acho minhas fotos um pouco mais do mesmo. Eu gosto do cotidiano, das coisas da vida, de fotos de xícaras e livros, então construir uma foto de um cabeção de gesso a partir de alguma sensação que eu queria passar foi um pouco difícil pra mim. Mas agora eu me acostumei e fiquei triste pelas aulas de cabeção terem acabado. Infelizmente vai ser complicado marcar hora no estúdio (que só está disponível de sexta) para eu poder tirar mais fotos dos queridos cabeçudos, mas depois da aula de ontem, de ver as fotos de todo mundo, acho que vai ser mais fácil construir uma imagem, independente do objeto que utilizarmos.

Fazer uma foto. Porque sim, nós não tiramos – “vamos tirar uma foto?” – nós fazemos  uma. Montamos e pensamos cuidadosamente nos detalhes, concepção, arte, beleza. É verdade que a fotografia passou a ser muito mais algo publicitário, vendável, do que arte, para emoldurar e colocar do lado do seu quadro de Andy Warhol. Arte também se vende, mas convenhamos que o intuito não é “vender”. Enfim.

Eu gostei das fotos de todo mundo. Aprendi muitas coisas também, “ensinei” também (com a minha foto do cabeção rei), acho que consegui desbloquear algum lado do meu cérebro. Cores. Iluminação. Luz. Movimento. Às vezes me esqueço que uma foto “em movimento” também pode dar um ótimo resultado, assim como as queridinhas desfocadas. Só me basta criar mais.


1. Paz, tranquilidade, serenidade. Foi o primeiro ensaio, e eu quase não tive muito tempo de fazer a foto. Na verdade, ela ficou bem simples, e acho que passou mais a sensação de solidão, do que tranquilidade. HEH

2. Perturbado. O segundo ensaio a gente teria que fazer o contrário do primeiro. A iluminação ficou do jeito que eu havia planejado, só o quadro que não consegui exatamente, porque iria aparecer a base do cabeção (e base não pode).

3. Realeza. Foi a minha homenagem ao casamento real. haha…Lightpaiting feito pelo meu “assistente”, já que as minhas coroas ficaram parecendo a mão do Mickey.

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