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Arquivo mensal: maio 2011

Recebi um e-mail dizendo que eu fiz uma amizade no orkut. Achei graça, achei fofo. E, pronto, foi só isso acontecer para me bater uma nostalgia danada. Eu não desfaço meu orkut porque eu tenho muito carinho pelas minhas comunidades, de verdade. Eu gosto de todas elas, posso não mais participar (aliás, quase nunca participei), mas convenhamos, elas são aquilo que a gente quer ser é. As que eu mais gosto são:

– Meu cabelo é armado e perigoso
– Pareço legal, mas sou metido
Japoneses do Paraguai
(era minha, mas passei pra minha prima)
– Minhas mágoas usam bóias
– Jovens idosos
– Soluções drásticas
– Junkie mirim
–  Quero o Sawyer de aniversário
– Pentear cabelo é para os fracos
– Minha vida é um filme iraniano
– Direção fotográfica para a plebe

(tô com preguiça de linkar)

 naty kawaii =^.^=

 

Quando o orkut foi lançado, precisava de convite para participar. Lembro que uma menina que fazia layouts para blogs tinha alguns convites, e eu consegui um. Achei que o orkut não “vingaria”, e aí está a expressão “orkutização” me provando o contrário, já que indica algo que se popularizou demais, ficando chato ou até ridículo.
Acho uma pena o orkut ter se tornado o que se tornou, com essas versões novas que não melhoram em nada e,  pelo contrário, são feias e não otimizam nem um pouco o “trabalho”. Mas há quem continue usando. Eu não desativo o meu pelo simples apego emocional, assim como não deleto o fotolog, porque bate momentos como esse e esses arquivos da internet de meu Deus ajudam na hora da saudade. :)

Aqui em casa a coisa é meio chata. Dias de semana não são dias divertidos, não são dias para sair de casa, além de ir trabalhar ou estudar. Dias de semana são chatos pra caramba. Ontem, eu não me aguentei e fui ao shopping. Fiquei lá um bom tempo. Comi, fui ao cinema, comprei minha água termal. Ir ao shopping numa terça-feira que não é época de Natal, certamente é um nunca bem grandão. Desafio o sistema como me ensinaram a desafiar. O próximo é pedir uma pizza numa quarta-feira. Aguardem.

Tá rolando no facebook umas mensagens constrangedoras por parte dos meus amigos bordas.

Nossos gostos musicais desde os anos 2000 foram postos à tona, e olha, meu amigo, ainda bem que a gente cresce, aprende, descobre e temos o bom senso um pouco mais apurado.

Eu nunca tive vergonha do que eu gostava quando era pequena. Nunca também era apresentada a outras coisas a não ser aquilo que se passava na televisão. Em casa não rolava muita música e, se rolava, era no máximo um Roupa Nova, Roberto Carlos, Jovem Guarda, alguns sertanejos bem de raiz, etc, então meu gosto musical era sempre muito direcionado para os hits da época na televisão. De Sandy Jr à É o Tchan, mas passando por Spice Girls, Backstreet Boys, Mariah Carey e por aí…

Mas a gente cresce e depois de passar tanto cerol na mão (OPA), a gente começa a chorar com músicas do tipo “I’ll go wherever you will go” e  sonhar com o príncipe encantado, ou então com o óbvio sk8ter boy. E, por falar em Avril Lavigne, entramos também no quesito estilo. AH, O ESTILO. Definimos em apenas uma palavra: emoposer, porque né, rolou toda aquele frisson de franjinhas, cabelos curtos, sainhas, rebites, xadrez, munhequeiras, meia arrastão, fitinha no cabelo, madrats, all star e tal. Entramos no colegial e era assim, do 1º ao 3º ano, quiçá até no 1º ano da faculdade. Nós, meninas, ainda não conhecíamos o poder da pinça e da cera quente, AH, A INGENUIDADE. E começaram as bandinhas “de garagem” como Dance of Days, KiLLi, Nx Zero, Cueio Limão, ForFun, Fresno, The Donnas, DominatrixDashboard Confessional, The Used, Funeral for a Friend, e as clássicas bandinhas da escola e dos amigos, como o Dipirona, meu irmão! Os shows no Hangar, os festivais que não duraram muito, e toda aquela galerinha descolada que hoje a gente sabe muito bem quem são e negam essas “raízes” até a morte.

E, como todos cresce, podemos dizer que nosso gosto musical mudou, que toleramos um pouco mais as coisas, que respeitamos os gostos alheios. Claro que é totalmente diferente de uma geração para outra, vide os anos 80/90 e adolescência dos meus irmãos. De New Kids on the Block, Menudos, Legião Urbana, Kid Abelha e etc (sinto inveja dessa época). Mas confesso que todas essas bandinhas que fizeram parte dos meus 15 anos conseguiram moldar todo um estilo pra mim. Das tardes na Galeria do Rock regada à suco da Rainha do Paissandu,  às noites  de cerveja na Augusta.

Ontem eu estava tão chorona que não sei como consegui sobreviver ao dia. Chorei ao ouvir “Sea of Love”, chorei com esse pedido de casamento, chorei com esse post que a Reitch shareou no reader, chorei até com uma menina que pediu, na rádio Disney (não me julguem), uma música do McFly e disse que aquela música era muito especial, porque enquanto tocava a música, ela deu o seu primeiro beijo, e está com o Alexandre até hoje, aí ela ganhou um par de ingressos pro show e ficou histérica no telefone e pff…

Chorei por amar errado, por continuar amando errado. Fiquei melancólica o dia inteiro, triste, por assim dizer. Versos de um poema ainda ecoavam na minha cabeça, latejavam, e vinham as frases soltas me avisando que as coisas não são como a gente quer, que aquele poema, realmente, não era para mim. Não me encontrava em nenhuma daquelas frases, não via nenhuma das minhas referências, não entendia como minha história. Eu tô cansada de amar errado, de ser convencida de coisas que não são verdades, de ouvir tantas coisas lindas e não acreditar em nenhuma delas. E não há nada que se faça ou que se diga, que vai mudar esse sentimento. Passo por isso porque eu quero, mas não sei o que fazer, o que é certo, o que é errado, só vou fazendo, até uma hora que a gente sabe que não vai dar mais.

Eu tô feliz, só que ao contrário.

Dias – assim – no plural.

Eu sempre tentei ser uma boa filha. Nunca houve queixa de mim na escola, nem na faculdade. Não ia mal nas provas, não fazia bagunça, tampouco falava com estranhos. Eu sempre fui uma criança introvertida, poucas palavras, mas muita brincadeira. Na maioria das vezes eu sempre brincava sozinha, até porque, quando juntava alguém, virava briga. Eu aprendi a cozinhar, a limpar a casa, a lavar (mais ou menos) as roupas, a passar as roupas, a fazer os afazeres domésticos (mesmo reclamando) e acordar num final de semana às 9h, porque senão, perderia o dia todo. Quando criança, meus 4 anos, minha mãe perguntava pra mim se um dia eu a deixaria, e minha resposta sempre pronta na língua: “nunca!”. Hoje, já não cumpro tanto essa “promessa”. Às vezes deixo ela numa sexta, ou sábado à noite sozinha. Às vezes (raras as vezes), a deixo uma semana sozinha, mas eu sempre tento me fazer presente e tenho essa vontade de morar sozinha. Trabalho e ainda moro com ela. Eu a vejo os 7 dias da semana, praticamente as 24 horas do dia.

Minha mãe já enxugou muito minhas lágrimas, sempre esteve do meu lado. Me faz lanche quando tenho preguiça de fazer algo para comer, se preocupa, me aninha quando preciso. Eu também já fiz a minha mãe chorar – ela chora por tudo – mas mesmo assim, não gosto dessa sensação.

Ela sabe que eu escrevo no blog esses diálogos, e não acha ruim. Eu sei que ainda terei muitos e muitos e muitos diálogos divertidos com D. Celina, e eu sei que ela ainda vai me chamar muito de estranha, esquisita e doida. Talvez não haja elogios melhores para mim do que esses.

Dona Cê, essa é a minha forma de dizer que a senhora é a melhor mãe do mundo! Posso ser esquisita nos meus pensamentos, falar as besteiras que eu penso, te deixar doidinha com as minhas decisões, mas nada no mundo substitui a senhora, o meu amor, o nosso amor. Te amo muito, aos montões e pra sempre. Espero que não só hoje, mas todos os dias sejam felizes! <3