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Arquivo mensal: março 2011

Comentei no twitter que eu estou com o péssimo hábito (aham, como se isso fosse um hábito) de olhar o relógio (do computador) bem na hora que marca aquela hora fofa, sabe? Aqueles números repetidos que, para os mais românticos e alienados seres deste mundo, pode significar que aquele certo alguém de quem você tanto gosta (e te despreza), está pensando em ti. Pois bem, isso tem acontecido com uma certa frequência de uns tempos para cá, visto que há muito tempo (há muito tempo mesmo) que isso não acontecia, eu passei a prestar mais atenção em quantas vezes ao dia isso me ocorre. Olha, só sei que já perdi as contas, e eu acho engraçado. Agora mesmo, que fui olhar que horas eram, e o danado marcava 15:15, falei um putaquepariu bem baixinho e ri. Coisa boba dessas que a gente vai acreditar que quem a gente gosta (e que nos despreza) está pensando naquele exato momento na gente. Porque né, certamente, eu estava pensando nele.

Ontem levei cerca de 1h e 30 minutos para chegar até a Panamericana. Segunda-feira levei cerca de 40 minutos. Ontem eu quase que não paguei o ônibus que sobe a Angélica porque o cobrador não tinha troco para os meus R$ 4,00, mas entraram algumas pessoas depois e ele conseguiu o R$ 1,00 de troco. Sei lá, ainda bem, não gosto dessas coisas de “não-pagar”. Se bem que né…

Daí que o ônibus passa sempre em frente pela Praça Buenos Aires e o horário que é entre umas 19:30 ~ 20h já está escuro e eu acho aquela região um pouco mal iluminada, mas sempre tem algumas pessoas que estão por lá com seus shorts de corrida, correndo pelo quarteirão da Praça, porque né, aquela hora ela já está fechada.

Desço no próximo ponto. Eu demoro mais esperando o ônibus perto do metrô Marechal Deodoro do que o trajeto para chegar até a escola. Queria poder ir a pé, mas não acho muito seguro passear por aquela região à noite.

Nossa sala fica no sub3. O professor chama de calabouço, o que de fato parece ser. Me lembra um pouco a Cásper, porque o sub3 é bem pequeno, estreito, com 2 estúdios e não há janelas. Só há janelas na sala, mas vivem fechadas com cortinas. Outro dia tivemos aula numa das salas do 2º andar. É bem diferente, é mais legal. O legal de lá também são as escadas por fora e a lanchonete que fica no 4º andar. Lá é aberto, bem aberto,  e muito gostoso de ficar durante a noite. Tem uns prédios residenciais ao redor, e é interessante dar uma de “Janela Indiscreta” por alguns minutos. Outro dia, eu e minha irmã ficamos observando um cara brincando com o seu cachorro dentro do apartamento dele.  O cachorro pulava e corria até a cozinha e voltava pra sala. Um cachorro branco, porte médio, rabudo! HAHA…bem lindo.

Ontem começamos aprender sobre iluminação. Já tivemos 4 aulas e ainda não peguei na câmera. Iluminação é uma coisa bem bacana, mas ainda me sinto muito travada, talvez porque eu não conheça muito (ainda), mas está sendo bem legal. Já temos um exercício para fazer: usar uma única fonte de luz para fazer uma foto de um cabeção de gesso. Entretanto, com a iluminação e enquadramento nós temos que passar a sensação de ou cheio, vazio, leveza, peso e equilíbrio. Tô aqui, pensando com meus botões como fazer, usando somente uma única fonte de luz (tocha) e os apetrechos como rebatedor, espelho, etc…

Tô gostando,  viu.

 

Eu tenho tanta raiva de gente que não se decide, gente sem atitude mesmo. Não estou falando de uma escolha entre, sei lá, uma roupa, ou o quê almoçar, mas tô falando da merda do amor. Gente que não assume o que sente, que tem medo, seja o que for esse medo, tem medo, covarde. Gente que não vive sem a porra de um “compromisso”, mesmo sendo a que mais abomina esse tipo de comprometimento. Olha, pra mim, chega. Eu tava tão bem, tão feliz, tão na minha, tão vivendo a minha vida. INFERNO.  Algum motivo teve aí para eu não te querer na minha vida. Alô, universo, bora conspirar ao meu favor. Porque sabe, não tá dando do jeito que tá.

Durante o jantar de um domingo, meu irmão chega da casa da namorada e minha mãe diz:

– Vai jantar?
– Não.
– É! A galinha onde canta…como é que que é mesmo?
Meu pai diz:
– A galinha onde bota, canta!
– É! A galinha onde bota, canta!
Minha irmã:
– O que isso tem a ver, mãe?
– Onde almoça, janta!

A única coisa que eu fiz foi um facepalm. HAHAHA

 

Ontem eu tive minha primeira aula de fotografia na Panamericana. Ainda não tenho uma opinião formada sobre isso, até porque, a primeira aula foi só de apresentação, mas o que tenho a dizer é que estou com medo. Medo de falhar, de ser mediana, ou até insatisfatória (não para a escola, mas para mim mesma), de não conseguir me superar e ficar sempre no mais do mesmo. Sei lá. Agora é uma aula de verdade, pra botar pra quebrar, de fazer, errar e acertar, sem aquela coisa de Toshio ou Claudinei que os casperianos conhecem.

Tem gente que me parece ser muito boa lá na turma, e eu sinto que posso aprender muito com eles. Acho que estou com uma expectativa muito alta, e não devia ser assim, porque né, já quebrei a cara com a faculdade. Minha irmã está fazendo a aula junto comigo, somos sócias no nosso sonho que estamos construindo aos poucos, e por mais que eu tenha um lado um pouco mais fotojornalista (e nem tanto publicitário), o nosso projeto só me enche de mais sonhos e vontades. Talvez haja preconceitos em relação a fotografia de casamento e festas, mas sabe, eu acho extremamente lindo poder [insira o maior clichè fotográfico aqui] eternizar momentos [/insira o maior clichè fotográfico aqui] do que simplesmente fotografar para uma grife famosa, ou uma agência publicitária.

Mas além de tudo isso, posso unir duas paixões: fotografia + cinema, por que não? Sonhar alto pode, não custa nada e só está começando. VAI TIME! :D

 

 

E acabou o feriadão prolongado. O único do ano que eu emendo. Mas não fiz porra nenhuma. Passei os 4 dias em casa. Se eu saí, não seria diferente de um fds. Eu não acompanho as escolas de samba, porque simplesmente não consigo ver diferença entre elas. Sou burra, mas acho todas lindas. Fico com pena das que são rebaixadas, vide minha Nenê de Vl. Matilde, que né, é aqui do lado de casa e meus pais conheciam o sr. Nenê, enfim. Mas nunca vi um carnaval tão deprimente como este. Céus, que águas de março são essa que estão fechando o verão? Que frio é esse? Eu adoro as águas de março sim, mas aquelas águas que vêm no fim da tarde para descarregar todo aquele calor que a gente passou durante o dia. Não gosto desse clima frio, cinzento e feio. Eu sofro de preguiça crônica, gente, e quando o tempo está assim, meu Deus, só piora. Então imagina a minha situação em todos esses dias de feriado? Pijamas o dia inteiro, coberta, sorvete e friends na televisão. Se não tivesse laptop, certeza que entraria na internet só na quarta-feira. Normalmente eu citaria Los Hermanos com o “todo carnaval tem seu fim”, mas nossa, que fim feio teve o carnaval desse ano.