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Arquivo mensal: janeiro 2011

Vem cá, deixa eu te dizer coisas bonitas, alegres e felizes. Você não acha que merece um pouco disso? Vem cá, deixa eu te abraçar e te beijar e falar ao pé do teu ouvido “você-é-meu”. Vem cá, não faz disso esse drama, essa dor, porque não é nada disso. Vem cá e me deixa ser feliz com você, porque é disso que a gente precisa. Vem cá.

Eu não sou expert em cinema e estou longe de ser. Gosto, curto, assisto, mas não venha me falar de caras como, sei lá, Win Wenders, que eu-não-vou-saber, mas tenho opiniões ora peculiares, ora idiotas a respeito de alguns filmes já vistos por mim e acho que poderia proferi-las ao mundo, por que não?

Hoje, eu queria falar sobre um filme brasileiro de um diretor que me agrada muito. “À Deriva” é o nome do longa dirigido pelo publicitário Heitor Dhalia, o mesmo de filmes como “O Cheiro do Ralo” e “Nina”.

Este drama conta a história de uma família de classe média que passa as férias numa praia paradisíaca em Búzios nos anos 80. Filipa (Laura Neiva) é a filha mais velha do casal Mathias (Vincent Cassel) e Clarice (Débora Bloch) que na sua adolescência descobre os altos e baixos de um casamento conturbado e o interesse em flertar o sexo oposto.  As cenas externas passadas na praia são da mais bela fotografia que se pode imaginar. O clima de amizade entre os adolescentes que se encontram todo verão, a relação de pai-e-filha de Mathias e Filipa e, consequentemente de seus irmãos, o drama da mãe com o alcoolismo e o tal do adultério são retratados por Dhalia de maneira mais humana e passional possível.

Vincent Cassel poderia fazer melhor, mas o que é um estrangeiro em terras brasileiras, não é mesmo? Perdôo e não deixo de amá-lo por isso. A atuação de Laura Neiva é de se supreender e espero que ela cresça nesse mundo cinematográfico brasileiro que hoje, conta com ótimos diretores, um bom elenco e ideias que não falam somente da realidade cruel dos morros cariocas.

Queria ter visto “À Deriva” assim que saiu nos cinemas, em 2009, mas não sei por que raios, só fui assistir agora no Telecine Premiun. Enfim, recomendo. :)

Eu me encontrei em vários momentos. Mas eu ainda continuo me perdendo em alguns outros. Dia desses bati o olho em algumas fotos, em algumas páginas da internet, em algumas coisas de alguns anos atrás e nada aconteceu, nem mesmo as famosas taquicardias de Cainho. Outro dia, no threewords me disseram que eu sou sofredora porque choro por amor perdido. Lógico que eu sabia que era isso, mas fiz graça dizendo que era porque sou corintiana. O fato é, quem nunca chorou por um amor perdido? Eu perdi esse amor há um ano aí ou mais, e não foi o amor dele, mas talvez o meu. Um amigo uma vez me disse “o que eu tenho medo não é de ela não me amar mais, mas de eu não amá-la mais”. Hoje percebo que o meu mísero “sofrimento” não era pelo “amor perdido” dele, mas do meu amor que foi se desfazendo e indo embora e não consigo encontrá-lo nem na mais doce voz de alguém que se preocupa comigo.

Eu ouvi o famoso “obrigado por ter me ensinado a amar”. Se eu tivesse um direito de resposta hoje, este seria “obrigada por me ensinar a ser filha da puta”.

 

Outro dia estava morrendo de vontade de comer um chocolate. Já eram umas 23h e não havia chocolate em casa. Fui dormir, né, fazer o quê. Mas aí, minha irmã me ensinou uma receita infalível para aqueles dias que precisamos da serotonina estimulada, sabecomoé, né? HAHA

Ingredientes:

– Creme de leite

– Leite ninho

– Nescau

Modo de fazer:

Você coloca uma quantidade razoável de creme de leite num copinho, umas duas colheronas basta, acrescenta uma colher média de leite ninho, e uma colherona de nescau, mistura tudo feito uma louca, e manda ver, minha amiga!

Entrei em 2 projetos de 365. Um é mais complicado que o outro.

O primeiro é o projeto de fotos do flickr. Postar todo dia, durante o ano todo, uma foto pelo menos. Caguei em um dia aí, mas já voltamos a programação  normal. Espero conseguir cumprir essa meta, que é bobinha, eu sei, mas muito legal. mimdeixa.

O outro é o 3meia5. 365 posts escritos por 365 pessoas diferentes ao longo deste ano que nos aguarda. Heh. Eu hesitei em participar no começo, porque, né, vergonhinha e também não sei como estarei no dia que irei escrever, mas sei lá, só gente bonita participando e por que não? Escrevo dia 10/11, tá longe ainda, mas vale muito a pena acompanhar o Projeto.

Bora lá que o ano só tá começando, minha gente! :D

 

É o que diz a música do Ludov e o que tento acreditar. Mas, no fim das contas, sabemos que existe. A lonjura nem precisa ser geográfica, afinal de contas há uma internet que resolve alguns problemas, mas e a vontade, o desejo, a saudade? Isso não tem como amenizar.

Poxa.

O meu tempo é agora, e eu não sei como lidar com essa situação. E você sabe, ainda bem que sabe, ainda bem que me entende e ainda bem que, apesar disso, não quer desistir.